17.9.04

UM ROTEIRO DA NOITE DE NY

CONEXÃO N.Y.
Paulo Grillo

Mea-culpa: um roteiro da noite de NY



Ok, faço aqui uma mea-culpa. Não faz muito tempo, escrevi um texto e espinafrei, ainda que educadamente, a noite de Nova York. Em parte tinha lá meus motivos - pois nem tudo o que disse, retiro. Agora, tudo bem, é hora de acertar os pontos com a noite daqui. Afinal, seria injusto da minha parte viver o lado ruim e contar, enquanto o que tem de bom eu deixar guardado só para mim.

Parte daquela crítica se resume ao que explicou um dos comentaristas: de repente, eu havia estado no lugar certo, mas no dia errado, a gente sabe que a noite tem dessas coisas. É verdade. Eu havia estado na Splash, ou tambem SBNY (como preferirem) e minha impressão foi péssima. Não gostei da música, do lugar, da gente... As regras sobre a bebida (consumo até determinado horário)e cigarro (só do lado de fora) contribuíram - e muito - para que eu definitivamente batesse o martelo: ia levantar publicamente a bandeira de que a noite de NY é ruim.
Aí eu fui à Avalon uma vez. Gostei. Fui outra, fui outra. Roxy, também. Lembrei-me da X-Demente. Um barzinho desses alternativérrimos, bem a imagem que temos de NY, também fui. O tal se chama The Cock. E pronto, se gastei tanto dinheiro saindo - pois para os créditos, é bom deixar claro: a noite em NY é sempre cara! - isso significa que é hora de explicar-me publicamente. Ou melhor, não deixar que, um dia, algum amigo que venha para cá e me recuse um convite para a night, achando que eu vou encher o saco.

Fica aí, então, um roteiro e as dicas:

Sexta: O dia é bom para ir à Splash. A entrada custa 15 dólares, mas pode ser que o segurança vá com a sua cara e você entre de graça. Levar o passaporte brasileiro é essencial, por dois motivos: 1 - Podem te pedir ID. 2 - Ele pode ser o segredo para que entre de graça (a fama de que os brasileiros são sexy rola de verdade e isso pode se reverter em bônus nas suas saídas). Lá dentro vai estar razoavelmente cheio e uma gente bonita, mas não a melhor opção para quem gosta de teens. Para animar há um house beirando o psicodélico, e se você gosta de beber, uma Absolut Citron on The Rocks custa US$ 8 no bar (geralmente vai te custar US$ 9 ou US$ 10, porque é educado que você dê alguma gorjeta para o bar-man). O clima é apimentado pelos go-gos, mas não chega a ser o lugar ideal para que você tire a camisa, ou exagere nos aditivos, de modo que fique bem alto, ou coisa do gênero: a Splash não sugere uma noite dessas de perdição, mas sim uma night para azarar, se você estiver a fim de se dar bem. Bom, mas dizendo isso, há que vir o adendo: a azaração em um meio americano é um tanto quanto fria, se comparada com a nossa. Não espere demais então, ok?

Sábado: No Rio, eu me lembro, havia o povo da X-Demente e o da BITCH. A Roxy, noite mais badalada do sábado, é definitivamente para o povo da X-Demente. O DJ residente é o Peter Rauhofer, que, quem se lembra, já tocou em uma X de carnaval no Rio. Às vezes, outros DJs tocam, mas a estampa da boate não vai mudar: você vai escutar aquele house meio X-Demente, que a gente conhece. Lá você pode esperar uma noite mais com cara de Rio. Vá de regata, ou blusa cool, nada muito social, senão vai destoar. Se quiser tirar a camisa, tire, se quiser beber demais, beba, se quiser dançar no queijo, à vontade, ou ainda, escolha a Roxy para fazer o que é proibido. Por lá, não tem muito essa de auto-controle. Há muita gente bonita - e me fazendo lembrar algo da noite do Rio - os corpos estão bem mais em evidência, seja pela quantidade de homens sem-camisa, seja pelo tipo duble de Madonna que desfila com uma camisa tipo meia-calça-arrastão, com os peitos à mostra. Tudo muito natural. Se quiser conhecer gente, vá na parte de fora - fumódromo - que certamente aparece alguém para bater papo contigo. Se estiver enjoado do house, suba para uma salinha onde há um bar embalado por hits bem legaiszinhos, na linha Madonna, Britney, W. Houston, etc... A entrada custa US$ 15, mas varia depois de uma determinada hora. A história do passaporte é a mesma aqui: ele pode te trazer bônus (fale português com o host, ele vai adorar). E a bebida, na casa dos mesmos US$ 8, só fica disponível até às quatro da manhã. É bom se programar: na Roxy, às vezes, um drink pode fazer muiiita diferença.

Domingo: Este é um dia sagrado, dia de ir à Igreja. Mas nada de levar seus pecados para serem perdoados. Se por fora a arquitetura da Avalon te lembra uma capela, por dentro, não se engane, o clima é de hedonismo. Muita gente bonita, cool, em um espaço super bem estruturado, de modo que você nunca vai ter a sensação de estar dois minutos e conhecer o lugar todo. Há inúmeros corredores, escadas, ambientes, uma pista de dança central grande, com palquinho, lounges, fumódromo em um jardim na parte de fora... A acústica do lugar também é fenomenal. Você é capaz de sentir a vibração da música, o que é parte fundamental do clubbing. Lá você pode, se quiser, ficar mais à vontade, beber um pouco mais, não é que vá parecer um pouco out, como se estivesse na Splash, por exemplo. Aconselho inclusive a variar um pouco e deixar o bar-man de lado pelo menos dessa vez e pedir um drink à loura super simpática da pista de dança. Ela faz o drink que você quer, na medida em que quer. Depois que bebe chega até mesmo a ser divertido, porque, aposto, você vai se perder lá dentro. Agora, a parte ruim é que se for acompanhado, aí sim corre o risco de levar um perdido. A entrada custa US$ 20, mas é possível que entre de graça. O jeito é preencher uma ficha e esperar duas semanas, para que seu John Blair Card chegue. Com ele você tem descontos tanto na Roxy, quanto na Avalon (domingo, antes das onze, de graça).

Bares: E para quem não está muito na pilha de ir a uma boate, mas não dispensa uma saidinha, nem que seja a um bar, há inúmeras opções por aqui. Quem gosta de negros, latinos, para as meninas, o ideal é tomar o metrô e saltar na Christopher Street. Lá há um quarteirão inteiro a esse dispor, todos baratinhos, com entrada variando entre free e US$ 5. Se tiver na pilha de fazer um piercing, ou comprar um pornô - por que não? - lá também é o lugar. E sempre é bom ter à mão uma revista como a HX, que traz toda a programação da semana, caso esteja perdido. A revista é free e está nas ruas, naquelas casinhas de jornal americanas.

Então, dessa vez, tá combinado. A noite de NY vale a pena e não se fala mais nisso!

11.9.04

LOLA'S THEME - SHAPESHIFTERS

LOLA'S THEME - SHAPESHIFTERS
música _ letra


Esse é um dos hits da atualidade. Está bem naquela fase que toca em cada pista animada. Música boa e alto astral!

Se você quer ver mais letras por aqui, comente no espaço abaixo.



Lola's Theme
|Shapeshifters|


Ooh yeah
Looking back...
I know I was walking around in disguise
Its a fa-a-act, I was just a lost soul I needed a guide
and the moment that you came to change my life
Looking back together yeah
you fired up my heart and made me smile
you and I know that:
I'm a different person, Yeah
turned my world around
I'm a different person, Yeah
turned my world around
I'm a different person, Yeah
turned my world around
world around

Blues I had...
all fading away by the minute and hour;
feel alive
you untwisted all of my troubles inside
like a little piece but heavens my desire
looking back together girl
you rebuilt my heart up from the ground
and I know that:
I'm a different person, Yeah
turned my world around
I'm a different person, Yeah
turned my world around
I'm a different person, Yeah
turned my world around
world around
I'm a different person, Yeah
turned my world around
world arund
Ooh yeah yeah

Oh you fired up my heart and made me smile
And I know that:
turned my world around
Oh yeah yeah
I'm a different person, Yeah
turned my world around
I'm a different person, Oh Yeah Yeah
turned my world around
I'm a different person, Yeah
turned my world around
world around

10.9.04

FUNDIÇÃO STAGE

FUNDIÇÃO STAGE
promoção serviço


A Fundição Stage vem em sua primeira edição celebrar a integração cultural entre o Rio e Portugal.

A festa de música eletrônica é uma celebração do evento Portugal Carioca, que acontece no mês de setembro no Rio. O projeto é um segmento dedicado inteiramente às artes plásticas, englobando exposições, oficinas, palestras e mesas-redondas. Realizado em conjunto com o Instituto das Artes de Portugal - IARTES e apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

E para aumentar ainda mais a integração com nossos patrícios, nada melhor que uma mega-festa com 4 Djs internacionais, 3 Live P.A?s e os estilos mais cariocas da música eletrônica. Com duas pistas de dança, os Djs portugueses tocarão lado a lado com os brasileiros, vaiando entre o Trance, o Techno e o House.

LINE-UP!

PSYCODELIC STAGE _ trance

23:00 LENNOX
01:00 PENA (FLOW RECORDS- PORTUGAL)
03:00 V-STORM LIVE P.A. (ODD/INFINITY RECORDS)
04:00 MAYAN COMPLEX LIVE P.A. (INFINITY RECORDS - MÉXICO)
05:00 MIND E. LIVE P.A. (WFC RECORDS)


UNDERGROUND STAGE _ house/techno

23:00 FABIO FLYER
01:00 TÓ RICCIARDI (NYLON RECORDS - PORTUGAL)
03:00 MICHAELANGELO (LABYRINTH RECORDS - PORTUGAL)
04:30 ALVINHO LITTLE NOISE (HYPNO)



JOÃO PENA (FLOW RECORDS - PORTUGAL)
Pena começou sua bem sucedida carreira como Dj em 1996. Foi eleito pela Dance Club Magazine como melhor Dj português de trance em 2003 e 2003. seu Estilo de psytrance se destaca por sólidos grooves e uma hipnótica "baseline". Penna vem direto do Boom Festival, onde trabalha como produtor e Dj, para bombar a pista da Fundição Stage!

MAYAN COMPLEX (INFINITY RECORDS - MÉXICO)
O Dj mexicano Santiago, fundador da Infinity Records, vem ao Rio pela primeira vez mostrar ao carioca seu estilo limpo e agressivo de Full On. Santiago já tocou em diversos festivais com renomados artistas, como Eskimo, Dark Soho, S-Range, entre outros.

MIND ELEVATION LIVE P.A.
Finalmente o mais conhecido projeto trance do Rio fará sua primeira apresentação ao vivo. Caio e Fernando prometem tornar a noite inesquecível!!

TÓ RICCIARDI (NYLON RECORDS - PORTUGAL)
Fundador da Nylon records, Tó é um dos mais consagrados Djs prtugueses de Tech House. Possui um estilo soft e agradável de tocar que já rendeu residências nos principais clubes do planeta, como : Pachá, Kremilin e Vaticano Club. Além de Dj, Tó é também um grande produtor com mais de 10 discos lançados.

MICHAELANGELO (LABIRYNTH RECORDS - PORTUGAL)
Em atividade desde 1989, já tocou nos maiores festivais do mundo. Foi por muito tempo residente de clubes como Space e Pacha em Ibiza e possui em seu currículo parcerias com nomes como Carl Cox, Poul Okenfold e Derrick May.

ALVINHO LITTLE NOISE (HYPNO)
O irmão do maior Dj de Techno do Brasil, Anderson Noise, vem ao Rio pela primeira vez mostrar que tem potencial para chegar tão longe quanto o irmão. Tocando um Tecnho agressivo, Alvinho vem se mostrando como uma das grandes revelações fonográficas de 2004.

PREÇO PROMOCIONAL:
R$ 20,00 (com flyer e carterira de estudante)

INFOLINE:
2220-5070 / 7814-4026 / 7814-4027
www.ecotrance.net

Pontos de Venda:
Chilli Beans: Barra Sh. / Sh. da Gávea / Rio Sul / Norte Sh.
Pacific: Sh. Tijuca (quiosque 1 piso)
Mattinata: Icaraí Niterói
Newrônio: Av mem de Sá n.138 - Lapa tel: 2509-5072


_ PROMOÇÃO

Envie um email para promo@cenacarioca.com.br com seu NOME, RG, IDADE e EMAIL VÁLIDO que você pode ganhar um dos 10 convites para a Fundição Stage!

3.9.04

DJ MARKY VOLTA AO RIO

DJ MARKY VOLTA AO RIO
promoção | serviço


O TOP DJ Marky, indiscutivelmente um dos melhores DJs do mundo, volta ao Rio nesta segunda dia 06, véspera de feriado, para mais um de seus disputados sets. Antes e depois do mestre tocam os DJs Danntas, Calbuque e Marcelinho Dalua, destaques da cena carioca.

O DJ Marky, de 30 anos, iniciou sua carreira tocando funk e new wave e organizando diversas festas com amigos em seu bairro na zona leste de São Paulo. Atualmente é residente do Club Lov.e (SP), do Club Mass e do Bar Rumba, em Londres (na noite Movement, a melhor noite de drum'n bass do mundo). Quando está no Brasil pode ser visto tocando de Manaus a Porto Alegre.

No primeiro semestre de 2004 lançou "In Rotation" junto com o DJ, produtor e parceiro Xerxes (XRS). Neste cd estão incluídos clássicos da música eletrônica mundial como "LK" com os vocais do MC Stamina, "Dia de Sol" (feita em parceria com Gilberto Gil) e "Breeze" que conta com os vocais do jazzman Cleveland Watkiss. É justamente este cd que o top DJ vem mostrar aos cariocas nesta segunda-feira, dia 06 de setembro, véspera de feriado.



DJ MARKY @ SYGNO CLUB

SEGUNDA, 6 DE SETEMBRO DE 2004 A PARTIR DAS 23H

R$ 15 COM FLYER / R$ 20 NORMAL

LINE UP: DANNTAS / MARKY / CALBUQUE X DALUA


SYGNO MUSIC CLUB
RUA FRANCISCO OTAVIANO, 20-A ? COPACABANA
INFOS : 2521-9022

AS 50 PRIMEIRAS MULHERES ENTRAM DE GRAÇA ATÉ 01:00H

PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS

1.9.04

INN HYPE

INN HYPE
Release | Serviço

O Rio ganha um espaço dedicado à cultura underground!



A ascenção dos DJs na cena musical, com o lançamento de álbuns próprios à proliferação de festivais de música eletrônica no mundo, justificam o considerável aumento da procura por cursos e lojas especializados. No Rio, porém, espaços dedicados exclusivamente à tribo de moderninhos são uma raridade.

Cientes deste quadro, o publicitário, e DJ, Brunno Mello, 30 anos, e Michelle Moraes, 28, estão abrindo na Barra da Tijuca a INN HYPE, um espaço multifuncional onde as pessoas encontrarão desde produtos a serviços ligados à cultura underground, mais especificamente moda e música (eletrônica). O local vai oferecer do curso ao visual para o segmento que desde os anos 90 passou de coadjuvante a estrela nos eventos mais modernos do mundo.

A INN HYPE vai contar com dois andares divididos em quatro ambientes: em cima, a área do curso, com duas salas: uma onde serão ministradas as aulas em grupo e uma outra somente para práticas individuais e gravações de sets.

No andar de baixo, record shop com os últimos lançamentos em vinil de techno, eletro, house, drum' n bass, trance e hip hop, além de equipamentos e acessórios para DJ: pick ups, mixers, cápsulas e agulhas, fones e cases.

Como música e moda caminham lado a lado na cena eletrônica, a loja contará ainda com uma multimarcas pra lá de hype: Puma, amulherdopadre, Dizhum, Laundry, Prof. Massau Atta e a grife de cartucheiras Matramba.
Para completar o mix de ambientes, haverá também um lounge para jam sessions , happy hours e chill- inns.

O curso, que conta com a supervisão técnica do DJ e produtor Marcelo Schild, tem o objetivo de levar o aluno a dominar as técnicas básicas de mixagem. Durante as atividades, o aluno terá acesso ao universo que compõe a performance de um grande DJ: as diversas variâncias da música eletrônica e as vertentes mais exploradas e prática, muita prática! Os participantes terão, à sua disposição, equipamentos profissionais e um atendimento personalizado, graças ao limitado número de alunos por turma. Entre os instrutores, alguns dos mais atuantes DJs da cena eletrônica carioca atual, como Jairo Venâncio (techno) Jay B (hard house), Mario Bros (drum?n bass) e Pachu (hip hop).

Ao fim do curso, o aluno terá direito a gravar seu set, com suas músicas favoritas e vai aprender, com certeza, a diferença entre mixar e "trocar de música", artifício corriqueiro entre a maioria daqueles que se julgam DJs.

As inscrições para as primeiras turmas, que começam no próximo dia 14/09, já podem ser feitas pelo site www.innhype.com.br.

30.8.04

NEW YORK TEM DESSAS COISAS

CONEXÃO N.Y.
Paulo Grillo


New York tem dessas coisas


Imagine estar em New York de bicicleta e dentro de cinco minutos se ver imerso em um protesto anti-Bush, ao lado de pelo menos outros duzentos ciclistas (cinco mil no total, segundo a NYPD)? New York tem dessas coisas.

O espírito de liberdade e rebeldia em relação a qualquer forma de conservadorismo é algo que, reza a lenda, corre no sangue de qualquer nova-iorquino - e nova-iorquino, leia-se, qualquer um que more por algum tempo aqui. Eu, que estou aqui ha quatro meses, tinha essa noção mais pelo boca a boca, pelo noticiário. A Parada Gay, que foi meu maior evento publico por aqui, tinha lá seus traços políticos indicando essa aptidão natural do nova-iorquino em protestar, mas até aí tudo acabou em festa, como foi aí no Rio.

Mais interessante, então, foi que meu debut nessa arte de protestar em New York aconteceu um pouco por acaso. Estava de bicicleta na cidade, minha primeira ida sobre rodas. New York tem muitos ciclistas pelas ruas, muitos deles são delivery boys, messengers, outros são verdadeiros militantes do clube não polua o ar da cidade (inclusive ha uma camisa típica entre ciclistas daqui com os dizeres ?One Less Car?). Na verdade, estava de bicicleta pois ia tratar de assuntos pessoais que envolviam a necessidade de se ter uma bicicleta. Mas depois, no meu tempo livre, quis aproveitar as largas avenidas e dar uma volta meio sem rumo... just for fun!

Enquanto rodava pela cidade via uma quantidade enorme de policiais, muitos desvios no trânsito, tudo isso por conta da Convenção Nacional Republicana, que acontece no Madison Square Garden, a partir desta semana. Tentei fugir então de toda a confusão que estava por lá - eu passava exatamente entre a 31 e 32, na porta do MSG - e imaginei que no Union Square talvez estivesse cheio de gente, inclusive alguns protestantes. Lá, que é um ponto de encontro de muitos jovens (e meu lugar preferido daqui), é também o santuário da cena política e cultural da cidade, com muitas apresentações de artes variadas, gente dançando break, outras falando em megafones sobre o abuso da guerra, o direito dos gays, além, é claro, do maior numero de gente cool por metro quadrado na cidade.

Não demorou nem cinco minutos ao estar lá para que visse um monte de gente amontoada na beira da calçada vendo algo passar. Eu e minha bicicleta chegamos perto e a primeira coisa que me veio à cabeça quando vi aquela quantidade de ciclistas gritando ?No More Bush, No More Bush? foi que não podia existir melhor exemplo de right timing. Eu podia estar lá no Union Square, afinal sempre estou, mas de bicicleta, e no dia em que um protesto de bicicleta toma conta da maior parte dos noticiários da cidade? Por favor...

Meti-me no meio de toda aquelas rodas e nessa hora a gente sente que tudo que víamos na televisão, de um mundo tão longe, estava ali, agora, diante dos nossos olhos. Eu não sabia o que estava acontecendo, tinha um pouco de vergonha de perguntar ao meu vizinho de rodas algo como: ?mas afinal estamos protestando contra o que??. Não queria passar por bobo, mas também não ia perder a oportunidade de fazer parte de tudo aquilo, até porque entre meus amigos ciclistas havia uma com a bandeira do arco íris (ok, causa gay!), outros vestidos de vaca, chapéus de coelhinho, de palhaço (ok, não entendi, mas parecia divertido) e claro os refrões anti-Bush, que no fim tiraram a minha duvida: era um monte de gente diferente, mas todos com a mesma idéia, a de que Bush não podia escolher New York para ser nomeado oficialmente candidato à reeleição e passar impune.

Essa foi uma pergunta que me fiz mais de uma vez, inclusive. Bush leva a fama de burro e em momentos como esse faz completo sentido: qualquer pesquisa em New York atesta uma derrota catastrófica para Bush, então por que se meter aqui para fazer a grande festa republicana - o mais conservador dos partidos, na mais liberal das cidades.

No protesto das bicicletas tomamos como a 5ª e a 6ª avenidas de assalto e não houve polícia que nos impedisse. Muito inteligente foi a idéia de se fazer um protesto sobre rodas (como ficou conhecido por aqui) por que não havia como conter um número de gente tão grande com capacidade de se dispersar muito rápido pela cidade. O efeito foi devastador! A cidade parou desde a Houston St., no sul da ilha, até a parte mais baixa do Central Park. A idéia se resume ao refrão que gritavam: ?Who`s Street??, ?Our Street!?.

O protesto sobre rodas foi o primeiro de uma lista extensa de manifestações que vão pipocar pela cidade durante esta semana. Tirando a derrota judicial que impediu um grupo de tomar o Central Park para uma passeata que imaginava reunir quinhentas mil pessoas, essa é a hora mais feliz para New York se fazer escutar em sua tradição militante e liberal. De quem é a rua, New York se pergunta. Da aceitação, das diferenças, da extravagância, da falta de culpa, ou do moralismo ultra-radical republicano? Bush escolheu mal o lugar para montar a sua festa. E não vai ter nada melhor para fazer nesta semana do que bancar o estraga prazeres.

25.8.04

PHIL WEEKS @ ZOO SESSIONS

Phil Weeks @ Zoo Sessions
:: Serviço | Release




Depois do sucesso das festas Freak Boat (reveillon 2004) e Fuckin' Freak (carnaval 2004) o clube paulista D-Edge e o selo carioca Zoo Records preparam para o dia 28 de agosto (sábado), a festa Zoo Sessions, com a presença do DJ francês Phil Weeks - um dos maiores produtores de house da atualidade.

Pela primeira vez no Rio o famoso DJ e produtor fará uma única apresentação no Rio, no novo espaço Pátio Lounge, no Jóquei Club, que tem pista com capacidade para 500 pessoas. A festa rola até às 7h e conta ainda com os DJs: Márcio Careca, Jonas Rocha, Léo Janeiro e Renato Raties (SP)





Phil Weeks


No ano de 2000, Phil Weeks lançou o bem sucedido selo ROBSOUL RECORDINGS, selo que teve sua reputação imediatamente elevada no mundo da House Music. Os lançamentos da Robsoul são impregnados do influências Hip Hop, Break Beat e Funk. E Trazem o lado mais deep e hipnótico da House Music. As produções de Phil Weeks são bem conhecidas ao redor do mundo, e suas músicas são incluídas nos playlist de Top djs como: Derrick Carter, Mark Farina, Luke Solomon, Rasoul, IZ, Kevin Yost, Mazi e outros. Phil começou a lançar seus próprios discos quando conheceu David Duriez que o encorajou a criar o selo Robsoul, que já lançou músicas de Derrick Carter, Hector Moralez, Tony Senghore, Rasoul, Brett Johnson, David Duriez e Llorca. Desde o começo Phil Weeks desenvolveu sua própria sonoridade para a house music, criando sua característica identidade e muitas vezes utilizando a sua própria voz nas produções. Phil é o primeiro produtor francês a lançar um EP no prestigioso selo Music For Freaks (MFF) de Luke Solomon e Justin Harris.



Renato Ratier [segundo na foto]


Renato Ratier, 31 anos, três de carreira, pode ser considerado uma das maiores promessas da house music brasileira. Sua carreira começa aos 18 anos quando foi morar na Califórnia (USA), onde se apaixona pela cena underground e pela música eletrônica.

De volta ao Brasil, trouxe material, cultura, diversão e informação para sua cidade, numa iniciativa única para a cena eletrônica Brasileira. Em 1996 promoveu sua primeira festa em Campo Grande (MS) para convidados e este foi o ponto de partida para a implementação de uma nova cultura na cidade. Desse evento seguiram-se outras festas e a abertura do club D.Edge, de Campo Grande, e, este ano, a abertura do club D.Edge São Paulo.

Seus sets são repletos de elementos negros da música de Chicago (USA), os passeios e flertes com outros estilos musicais, tais como, o rock, o hip hop e o electro são permitidos, causando assim efeitos harmônicos de uma riqueza musical profunda, mas jamais se afastando da identidade de sua apresentação: o funk e o groove. Entre seus Djs favoritos na cena mundial destacam-se Derrick Carter como produtor e Dj e Mark Farina como Dj. Na cena nacional cita alguns nomes como Jonas Rocha, Gustavo Tatá, Gustavo M.M e Guilherminho, no Rio de Janeiro, além de Luís Pareto e Marcos Morcef em São Paulo. Atualmente é residente da noite Freak Chic, em São Paulo, projeto de sua criação conceitual juntamente com seu parceiros na residência Luiz Pareto e Marcos Morcef. Renato já se apresentou nas melhores casas de São Paulo, tais como Lov.e, Stereo, Piranha, Living Room, D.Edge, em algumas raves, além da Parada da AME, ocorrida no último dia 26 de novembro para um público estimado em 150.000 pessoas. Também já se apresentou ao lado de grandes nomes da House Music mundial, tais como Collin Dale, Laio & Bushwaca, Richard Gray, Cristian Smitth, C1, Trevor Rocklife, Azad Rizivi, Rino Cerrone e entre outros.

Jonas Rocha
Renato Ratier
Márcio Careca
Léo Janeiro


SERVIÇO

Zoo Sessions
Sábado : 28 de Agosto

Local:

Pátio Lounge
Pça santos Dumont - Gávea
Horário: 23h30
Capacidade: 500 lugares


Line up:

Márcio Careca (x-demente)
Léo Janeiro (eletropan)
Jonas Rocha (Zoo Records)
Phil Weeks - França (Robsoul Recordings)
Renato Ratier- SP (Freak-Chic)

Ingressos:

R$ 20,00 homem
R$15,00 mulher
Antecipados na loja Colcci do Rio Sul (21 25429617)

Info: www.pixelbrasil.com/zoosessions

29.7.04

FAHRENHEIT 9/11

CONEXÃO N.Y.
Paulo Grillo

FAHRENHEIT 9/11 NÃO É O QUE SE ESPERA



Uma das coisas que me lembrei quando vi Fahrenheit 9/11 foi minha aula da faculdade sobre documentários. Meu professor dizia: um documentário é aquilo que o diretor decide chamar de documentário. Fahrenheit 9/11 portanto é um documentário. Mas, durante as discussões nessas aulas, uma das coisas que ficou claro para mim é que, ainda que nenhum documentário possa transmitir uma verdade crua, ele precisa ser muito bem apurado na escolha de seus argumentos (ou fatos).

Fahrenheit 9/11 ganhou a Palma de Ouro em Cannes, tem a assinatura de Michael Moore, do inteligentíssimo 'Tiros em Columbine' e é também a primeira obra cinematográfica que trata do ponto mais delicado das questões que hoje envolvem o mundo: o antídoto inventado por Bush para o terrorismo. É um filme que promete levar multidões ao cinema, é a única obra que toca no assunto mais discutido em todo o mundo. Entretanto, a expectativa que o documentário é capaz de gerar é sua maior armadilha e por isso me lembro das minhas aulas da universidade.

O pensamento corrente nos Estados Unidos relacionado à política traz traços de um maniqueísmo medieval. A mídia em grande parte alimenta este tipo de pensamento, porque em vez de discussões sobre idéias, a maioria das manchetes aponta traços da personalidade de Bush ou Kerry, o tipo de vida que levam, quanto tem no banco cada um e se suas mulheres são ou não representantes do clássico estilo 'happy homemaker'. O princípio básico do julgamento dos candidatos aqui se baseia numa idéia que recorda, ainda que sob uma cortina de fumaça, o nazi-fascismo e o culto ao líder.

Lembro-me que pouco tempo atrás, a campanha de Kerry, dizia o New York Post, estava entrando em ruínas por causa do 'escândalo' (aspas do jornal) que foi a polêmica envolvendo o fato de ele ter jogado fora ou não suas medalhas de honra pela guerra do Vietnã. Ou de Bush na ciranda jornalística porque crê na sua missão de propagar os valores morais americanos em sua campanha contra o casamento gay. Não me recordo, entretanto, de uma matéria que apontasse de uma maneira detalhada as idéias dos candidatos para, por exemplo, a reconstrução do Iraque. Tudo se centra no mito em torno da figura do lider - não da máquina que, todos sabem, é, de fato, um governo.

Essa é a mesma linha de pensamento com que Moore nos brinda em Fahrenheit 9/11. Ele nestas duas horas de filme nos apresenta momentos felizes de um ponto de vista, mas parece minguar um jogo que se dá como ganho. E por que? Em grande parte por deixar transparecer que está travando uma batalha pessoal contra George W. Bush, não contra suas ações como presidente.

Não é difícil apontar as incoerências de uma administração ultra-conservadora, que trava uma guerra e dissemina uma perseguição dentro e fora dos Estados Unidos. Por isso me pergunto por que tentar colar a imagem de Bin Laden a de Bush. Não parece muito maniqueísta - primeiro corroborar a ideia de que Bin Laden representa o mal e segundo tentar colar em Bush o mesmo status? Outra pergunta que me faço: como pode um documentário se opor a uma era do culto ao lider, do chamado 'Chief in Comand', e colocar em um pedestal, logo em seus primeiros minutos de filme, o democrata Al Gore?

Além desse princípio - que rende a Moore um pensamento crítico tão restrito quanto o do New York Post (e as medalhas de Kerry) -, há ainda um problema envolvendo sua credibilidade. Dos muitos argumentos que são colocados em dúvida pela imprensa e pela crítica, um é bastante questionado: o de que a Fox News - empresa com fortes conexões com a família de Bush - foi a primeira a tirar a vitória de Al Gore na Flórida, o que teria levado muita gente a desistir de votar por ele.

Michael Moore chama seu filme de documentário, entretanto isso seria mais plausível, se no corte final estivessem somente cenas marcantes como a da mãe que perde seu filho na Guerra do Iraque, ou da piada ácida e inteligentíssima que são os congressistas americanos fugindo de um papel e caneta que poderiam enviar seus filhos ao Iraque. Da obra de arte, de denúncia, que se podia fazer desse documentário, o que se vê é algo muito aquém da expectativa que gera, tanto pela limitação imposta a Moore por seus valores culturais americanos, quanto por sua gana de fazer algo politicamente (o filme foi lançado as vésperas da eleição) para impedir uma possível prorrogação de quatro anos na Era Bush. A gente vê um filme de alguém que quer muito queimar uma outra pessoa. Tanto, que chega às vezes a sair como um tiro pela culatra, como quando alguns republicanos, com razão, diminuem o eco da crítica anti-bush, pela falta de verdade ou de força de seus argumentos.

* * *



Nota da redação:
Fahrenheit 9/11 tem estréia no Brasil dia 30/07.
Assista e deixe seu comentário aqui!

27.7.04

REAL - SÉRIE KING MASTERS

REAL - SÉRIE KING MASTERS
:: Serviço

O groove Real está de volta. A festa que juntou o funk de Marlboro ao electro do DJ carioca Maurício Lopes tem nova edição marcada para 30 de julho, sexta-feira, na Bunker.

A primeira Real, em fevereiro deste ano, lotou a extinta boate The Cube, em Copacabana e mostrou que na Zona Sul o funk também veio pra ficar. A combinação já tinha se mostrada explosiva quando, durante o Tim Festival de 2003, DJ Marlboro fechou a noite da não menos bombástica Peaches, com clássicos do funk Made In Rio.

Depois de botar pra dançar milhares de pessoas nos bailes espalhados pelo Rio por mais de uma década, o funk carioca, enfim, conquistou seu lugar no mundo. As batidas graves foram a estrela maior do festival eletrônico Sónar, na Espanha, e ecoaram bonito no estacionamento da Selfridges, em Londres, durante a mostra "Brasil 40 degress", que reuniu um pouco de tudo que o Brasil tem de bom.

A cachaça brasileira estava lá, assim como a moda feita na Rocinha e o funk do DJ Marlboro.

E já que entre o electro e o funk existem mais semelhanças que diversidades e muitos e muitos fãs por que não repetir a dose? Os produtores da Tosco e Technofriends se unem mais uma vez para produzir esta segunda edição da Real, reafirmando as batidas marcadas de ambos os gêneros como preferidas dos cariocas.

OS DJS:

Marlboro - residente

Na história do funk carioca, Fernando Luís Mattos da Matta, o DJ Marlboro, é protagonista. Foi ele um dos pioneiros do movimento no Rio em 1989, quando abocanhou o primeiro lugar do "Campeonato Brasileiro de DJS". Neste mesmo ano, Marlboro representou o Brasil em Londres, onde foi reconhecido como um dos dez melhores DJS do mundo. Depois de muito chão, bailes e amor ao funk, Marlboro chegou ao festival Summer Stage, em junho de 2003, no Central Park, em Nova York. Foi o primeiro DJ convidado a tocar na história do festival e sua passagem pelos Estados Unidos contou ainda com shows em Nova Jersey, Chicago e Boston. Atualmente, além de comandar inúmeros bailes pelo Rio, Marlboro apresenta o programa Big Mix na rádio FM O DIA, de segunda a sábado, das 16h às 18h.

Maurício Lopes - residente

O DJ e produtor Maurício Lopes começou sua carreira em 1992, quando tocava na noite eletrônica do clube Kitschnet. Desde 97 é residente da festa OOPS!! e já participou de eventos como Skol Beats e Bavaria Vibe, ao lado de grandes nomes da cena eletrônica mundial. Seu estilo é marcado por uma mistura equilibrada de elementos de house, techno e electro. Como produtor desenvolve ao lado do DJ Marcelo Schild o projeto Iron Nipples, que lança seu primeiro single dia 31 de julho pelo selo alemão Müller Records do DJ Frank Muller, mais conhecido como Beroshima. São responsáveis pelos remixes de "Beat Acelerado" e "Sândalo de Dândi", do novo álbum do grupo Metrô. Em parceria com o DJ Memê, Mau Lopes co-produziu a versão electro de "Eu e Você" na coletânea remixes de Tim Maia.

Rafael RM2 - convidado

DJ há 15 anos, Rafael RM2 acompanhou o crescimento da cena eletrônica brasileira quando aos 18 anos começou a tocar no 1o after-hours do Rio de Janeiro, em 95. Já se apresentou nas principais festas e festivais de música eletrônica da cidade. Atualmente é residente do mais tradicional 'club underground' do Rio de Janeiro, a boate Dama de Ferro, em Ipanema. Devido à sua apreciação por diversos estilos eletrônicos e boa técnica de mixagem, RM2 vai do deep e tradicional house ao tech-house, passando pelo eletro-funk e breakbeats. Sempre com uma predominância "funky" em todas as músicas que toca. Esta flexibilidade lhe disponibiliza apresentar-se com Djs de House, Techno e Electro. Há quatro anos RM2 atua como produtor e para o evento de moda "FASHION RIO 2004" produziu seis trilhas sonoras (com Mr. Spacelly e Bruno LT) para os desfiles de novos estilistas idealizado pelo "RIO MODA HYPE". Assinou individualmente a trilha da marca "TOTEM PRAIA", no mesmo evento.




Real - Serviço:

PISTA 1 - ELECTRO + FUNK - REAL
- DJ Rafael RM2
- DJ Maurício Lopes
- DJ Marlboro


PISTA 2 - ROCK - PARANOID ANDROID
- DJ BUBA
- DJ EDUARDO MULDER

PISTA 3 - ELECTRO - E-HEAD
- DJ ZIGGY




Data: 30 de julho, sexta-feira.

Local: Bunker94.
Endereço: R. Raul Pompéia, 94 - Copacabana tel: (21) 2521 0367.

Horário: 23:30 às 7h.

Preços:
Na porta: $10 com flyer
$20 sem flyer
Antecipados limitados = $10 sem flyer

Vendas antecipadas:
Hush Hush - Teixeira de Melo, 43/lj A - Ipanema. Tel: 2523 7500
Animatrix - General San Martin, 697 - Leblon. Tel: 2294 9183
Bazai Tattoo - Conde de Bonfim, 346/ljs 312/313/317 - Tijuca. Tel: 2264-6712.
Bunker94 - Raul Pompéia, 94 - Copacabana. Tel: 2125 0367.

IMPRIMA SEU FLYER AQUI!


20.7.04

ARMAZÉM ELETRÔNICO

ARMAZÉM ELETRÔNICO - música eletrônica no Cais!
:: serviço | promoção (AG)

Drumagick, David Tabalipa, Breno Ung e Cobra fazem parte da primeira edição da festa!

No próximo dia 24 de julho um novo evento aterriza no Armazém do Rio. O Armazém Eletrônico reunirá grandes nomes da música eletrônica. Um evento conceitual que, além de oferecer o melhor do gênero, trará sempre importantes produções de artistas nacionais.

Na noite de estréia o duo paulista Drumagick mostra por que é a nova promessa do drum?n?bass, seguindo os passos de artistas consagrados como Marky, Xerxes e Patife. O Armazém Eletrônico será o ponto de partida para a turnê de lançamento do novo álbum de Drumagick, Checkmate. Do Brasil eles seguem para a Europa e Japão.

Ao lado dos DJ`s Cobra (techno), David Tabalipa (Breaks e Drum and Bass) e Breno Ung (Electro), que se revezam nas pick ups, Drumagick se apresenta pela primeira vez depois do lançamento do novo álbum, revelando os segredos de seu sucesso, que já tem ecos fora do Brasil.

O Armazém Eletrônico aposta na diversificação, com vários estilos do gênero se alternando na pista. Para isso, estarão no comando das pick-ups DJ`s de techno, electro, house, drum`bass, progressive, entre outros, apresentando 10 horas ininterruptas de som.

Além das atrações convidadas, o Armazém Eletrônico conta com o charme do Armazém do Rio, hoje um dos locais mais procurados pelo público jovem antenado com as novas tendências.

DRUMAGICK

Originários da primeira leva de DJs-produtores brasileiros de drum?n?bass, como Xerxes de Oliveira (Xrls Land), Marky, Patife e Ramilson Maia, o duo Drumagick ganhou atenção no exterior em 2002 com sua música ?Easy Boom? (que contém samples da ?Take It Easy My Brother Charly? de Jorge Ben). A faixa foi considerada por muitos DJs da Europa e Estados Unidos como uma das melhores do ano.

Depois do sucesso de seu último álbum, Malandragem, os irmãos Jr Deep e Guilherme Lopes estão de volta em plena forma com Checkmate, seu mais novo álbum.

Famosos mundialmente por sua mescla única de d?n?b e música brasileira, os garotos da Zona Sul de São Paulo vão muito além disso e mostram todas suas influências, experimentos e facetas. Sempre tendo como principal inspiração as diversas vertentes da música negra. Samples alterados, baixos grudentos, timbres diferenciados e batidas inteligentes. Muito Soul, Funk, Jazz e Samba. Em casa ou na pista, Checkmate mantém o groove das batidas quebradas como principal ingrediente.

Desde o início da década de 90 o drum?n?bass vem se firmando na cena eletrônica do Brasil. Depois de um boom por volta de 1994, apenas DJ?s de ponta da cena como Xerxes, Marky, Andy, Patife continuaram apostando no movimento. Anos mais tarde, já no final da década, o drum?n?bass passou a ser uma das principais formas de expressão da música eletrônica mundial. Hoje, conquistado o tão merecido e esperado espaço na mídia, o país se destaca na produção dentro do gênero, exportando suas batidas fascinantes, misturas, groove e, principalmente, talentos made in brazil.

Os irmãos acompanharam o movimento e desde 1996 trabalham no projeto Drumagick, cujo resultado é a fusão de sonoridades da ponte Brasil-Europa-Estados Unidos, tendo como marca o estilo urbano típico de uma metrópole cosmopolita como São Paulo. A sede de informação e o amadurecimento da dupla desde o lançamento de seu primeiro álbum em 2000, confirma definitivamente Checkmate como um dos melhores álbuns da cultura DJ brasileira e consagra Drumagick como um dos mais promissores talentos musicais da nova geração.



Programação/ Line-up:

David Tabalipa
Drumagick
Breno Ung
Cobra

Serviço:
Armazém Eletrônico
Armazém do Rio - Armazém 5, Av Rodrigues Alves s/n ? Cais do Porto

300 entradas a 15 reais com direito a 6 cervejas (antecipado)
Entradas a 20 reais com direto a 6 cervejas (antecipado)
Entradas a 20 reais com direito a 2 cervejas (antecipado)
Na hora 40 reais, 20 reais ? sem cerveja ? com filipeta

Pontos de venda:

U2 ? Rio Sul/ Barra Shopping
Royal Tatoo - Copacabana
+ que demais ? Shopping Tijuca (quiosque)
Lojas Select: Posto Sao Bento, Icaraí / Posto Hípica, Jardim Botânico, 568

PROMOÇÃO

Envie um email para promo@cenacarioca.com.br com: nome completo, RG, idade e uma frase dizendo porque o Armazém (Cais do Porto) é um dos lugares mais bacanas da cidade. A promoção vai até quinta! Serão sorteados 10 convites!

4.7.04

PARADA GAY NY: HORA H

CONEXÃO N.Y.
Paulo Grillo

PARADA DO ORGULHO GAY: A HORA H.



Uma revolução acontece em Nova York e dentro de pouco tempo o mundo não será mais o mesmo. É questão de poucos anos a instituição legal do casamento entre pessoas do mesmo sexo nos Estados Unidos e o efeito disso vai ser uma onda de ânimo nos demais países onde os gays hoje pensam e fazem muito pouco pelos seus direitos.

Uma estrutura forte e desenvolvida é a principal característica que apresenta esse grupo social nos Estados Unidos em relação ao mesmo grupo no Brasil, por exemplo. Aqui, os gays detêm uma espécie de `mini-estado` em função dos interesses que, até ontem queria chegar no fim do estigma que a homossexualidade é uma doença, e que hoje vai muito além: disputa com unhas e dentes o direito legal de os gays receberem o mesmo benefício a que têm direito os héteros. Uma imprensa especializada é uma das armas com que batalham os gays por aqui. A revista `The Advocate`, por exemplo, é a bíblia do ponto de vista daquilo que todo gay precisa saber a respeito do que já foi conquistado político e culturalmente pela `classe` e quanto ainda falta para se chegar a uma total paridade com os héteros. Desde inimigos no Congresso americano, até os bons efeitos do show de TV 'Queer Eye for The Straight Guy' no cinturão bíblico do meio-oeste americano, a revista é o exemplo do avanço da estrutura que dispõem os gays americanos para defender seus interesses; sem paralelos com o Brasil, que ainda engatinha na formação de mídia especializada no assunto e cujo maior ícone ainda é a G Magazine.

Algumas tentativas desse mercado no nosso país avançam pouco, sendo sua maior representatividade os sites da internet - sendo o Mix Brasil o top da linha. Mas isso é pequeno se comparado à infinidade de jornais e revistas que abordam as questões gays por aqui, como a Metro, ou o Village Voice.

O ponto que parece fazer surtir a diferença entre a organização dos dois grupos, no Brasil e Estados Unidos, é que aqui há uma disponibilidade de dinheiro muito maior voltada para o que venha ser pró-gay. Investimentos que se revertem em lucro, e não só material, mas ideológico. "Queer Eye for The Straight Guy" foi uma das grandes vitórias da comunidade gay dos EUA no ano passado porque foi um espetáculo em termos de audiência. Esse fato representa diretamente o reconhecimento dos gays como parte da cultura americana, assim como a família tradicional, assim como os hamburgueres. Não é à toa que na refilmagem de "The Stepford Wives" (um blockbuster por aqui) foi incluído um casal gay, na fábula da pequena urbe tradicionalmente americana, assim como tantos 'Will & Grace' e derivados estão por aqui.

Essa presença no cenário cultural é fruto do investimento dos, por assim dizer, mecenas gays, que gastam rios de dinheiro - que têm de sobra - em produtos que levam sua bandeira. E já sabem disso várias empresas americanas, como a Budweiser, por exemplo, que aplica dentro de sua companhia uma política de igualdade no tratamento e benefícios entre seus funcionários gays e héteros; as chamadas 'Gay Friendly Companies', com o objetivo de o consumidor pensar nisso ao comprar um produto. É uma troca justa e que parece funcionar, se levarmos em conta a maciça campanha que fazem os veículos especializados a favor das Gay Friendly.

Há inúmeros fatores que em conjunto fazem pressão suficiente e, mais importante, constante para que o barulho não cesse na porta dos ultra-conservadores. Que tal pensarmos, por exemplo, que aqui no verão passado foi eleito para a Igreja Episcopal Americana o primeiro bispo assumidamente gay; que o musical Hairspray - com um time de escritores gays - levou o Tony (e de quebra houve beijinhos ao vivo na TV, na entrega do prêmio); que as leis de sodomia aplicadas aos homossexuais foram derrubadas no estado do Texas com uma crítica tão forte dos legisladores que o casamento gay foi dado como a próxima conquista da lista?

Na Parada Gay de Nova York, no último domingo, entre um festeiro e outro, estava um representante dos Direitos Humanos colhendo fundos e distribuindo adesivos e pins com o objetivo de impedir que um projeto de lei do presidente Bush seja aprovado no Congresso, tornando ilegais mais de mil direitos adquiridos pelos gays nos EUA, entre eles o direito de visita aos parceiros, quando hospitalizados, e adoção de criancas por casais do mesmo sexo.

Diferentemente do Brasil, o cenário montado para uma pressão suficientemente forte com o objetivo de mudar a lei em âmbito federal (pois em Massachussets os gays já se casam) é exponencialmente mais favorável por aqui, porque, como vimos, não se fala de uma campanha pequena, uma vez ao ano, que perde os holofotes para as demais campanhas pequenas, que, no fim, malogram. Uma revolução acontece nos Estados Unidos e, aqui em Nova York, sua expressão dá essa certeza: para os gays daqui, essa é a hora h!

28.6.04

HORÓSCOPO BIBA CLUBBER

HORÓSCOPO BIBA CLUBBER
Pela mãe de santo, modelo e orixá Virgínia de Gómez
:: humor (AG)




Um pouco de humor original não faz mal a ninguém, né?
Então, qual é o seu regente?
Leia as opções abaixo e identifique-se!

Cedido por: www.fotolog.net/g_cintra



GRETCHEN

Amigo gretcheniano, aquela dieta que você fez está dando certo. A tão sonhada calça cintura baixa comprada com o suado dinheiro da mesada que seu pai te dá, finalmente vai servir. O fim de semana pede uma dança no queijo. Cuidado apenas com aquela michele morena que te olha torto, ela poderá te empurrar lá de cima.


ARACY DE ALMEIDA

Caro leitor de Aracy de Almeida, você é propenso ao mau humor. Uma discussão com seu amigo vendedor de loja poderá trazer poucos descontos daqui pra frente. Pense bem. Sua imagem na noite depende muito disso. Calma, aracyniano! Respire fundo, conte até dez e bola pra frente!


ANGÉLICA

A conta pendurada na barraca da Farme e na carrocinha de cachorro quente em frente à Le Boy vão finalmente ser pagas pelo bofe gringo que você arrumou. Você poderá então voltar a frequentar o circuito, mas vá com calma! Os angelicanos são pessoas muito distraídas. Um bump no bullet de um estranho pode acabar com sua noite. Faça a fina e leve o seu.


PAULO MALUF


Você que é de Paulo Maluf, terá uma semana complicada em relação às finanças. Chegará a entrar em desespero ao saber que só terá dinheiro suficiente para comprar 8 balas pra festa de sábado. Depois de chantagear sua avó, você conseguirá finalmente juntar 12, mas um belo teto preto estragará a festa.


SANDY

Amigo de Sandy, não pense que sua família não sabe de nada. Nem todos os pais são como o do vizinho. Eles se fazem de bobos, pra não morrer de desgosto por terem filhos homossexuais e drogados.


ELKE MARAVILHA

Caro amigo Elkeniano, não pense que ninguém percebe aquela maquiagem que vc passa antes de sair. Assuma a jaca que vc se joga ou fique em casa sábado à noite. Não lhe fará mal algum.


ANA CAROLINA

Amiga de Ana Carolina, por mais que você tente, o Gilles não vai deixar você usar o vip essa semana, pois esse privilégio é das bichas. O jeito é esperar elas sairem da le le e dar uma passadinha na Freedom ou no Dama.


SIDNEY MAGAL


A festa que é sua vida, leitor de sidney magal, um dia vai acabar. Do mesmo jeito que acabou seu papel higiênico duas semanas atrás. Consertar aquela lâmpada do corredor seria uma boa. As visitas já estão reparando.


REGINA DUARTE

Os nascidos sob o signo de Regina Duarte são pessoas muito passionais. Costumam sempre dizer "My life is a drama!". Pessoas indesejáveis quando cruzam o seu caminho correm sério risco de serem agredidas. Uma garrafada na parede num canto da boite pode aliviar a tensão, pense nisso.


LUCIANO ZAFIR

Se todas as bichas que a gente conhece se autodizem ativas, quem são as passivas? Pense nisso amigo Zafiriano e libere logo esse rabo!


RITA CADILLAC

Você não vai conquistar o bofe rebolando ao som da dança da manivela em frente ao Bofetada. As pessoas de Rita Cadillac precisam se dar ao respeito e parar de frequentar botecos "pé sujo".


NELSON RUBENS

Não deixe que intrigas e fofocas de amigas maldosas a faça desistir do seu sonho de morar na Europa. Chegando lá, compre um perfume Gucci e um tênis da New Balance. Será o ponta pé inicial pra uma nova vida. Como vingança, abra um fotolog e esfregue na cara delas as fotos de sua viagem.

Argumento: Mariana Alcântara (correspondente da sucursal West Hollywood)

Se você quer uma previsão séria, acesse nosso horóscopo diário.

24.6.04

NOITES "CLASH" NO DAMA

NOITES "CLASH" NO DAMA
:: serviço
Andre Garça




Esse final de semana o Dama promete explodir! As noites de electro fizeram fama no club durante esse ano, com apresentações memoráveis de grandes nomes da cena mundial. Esse final de semana, no sábado e domingo, 3 nomes de peso tocarão na casa. São eles: Tommy Sunshine (USA), da Xylophone Jones Recordings e, Valyon (Bélgica) e Felippo "Naughty" Moscatello (Alemanha), da Internation Deejay Gigolo Record. Ninguém vai ficar parado!


>> SÁBADO _ BRENO UNG + TOMMY SUNSHINE (NY)

Influenciado em partes iguais por Kraftwerk, AC/DC e Farley Jackmaster Funk, o americano Tommie Sunshine está em ascenção. Trabalha como produtor, é dono de um selo, DJ e compositor. Viaja o mundo com sua legendária performance híbrida e agora aterrisa no Rio para uma gig no Dama de Ferro.

Residente do Brooklyn (NY), Tommie já colaborou em gravações com Felix Da Housecat, James Murphy, Arthur Baker e DJ Hell. Também já tocou em todo tipo de lugar, desde os festivais Eletroclash até na turnê finlandesa da cantora Bjork. Alguns nomes que já dividiram o palco com Tommie: Ficherspooner, New Order, 2 Many DJs e Rapture. Como remixer, ele é muito requisitado e já turbinou músicas de Elvis à Avril Lavigne. Isso sem contar que as maiores marcas fashion do planeta ( Chanel, Versace, Raf Simons e Jeremy Scott) contaram com os seus serviços para trilhas de desfiles e festas.

Agora, com todo esse curriculo, Tommie está montando uma turnê mundial para o lançamento de seu álbum de estréia. O Primeiro single "Head 2 Toe In Drag/Dance Among The Ruins" vai ganhar o planeta em 2004 via sua gravadora, a "Xylophone Jones Recordings"?

Tommie começou sua carreira no comando da Sattelite Records, na Georgia, e segurando duas residências em clubes de Atlanta. Depois, se mudou para Chicago onde fundou a cena Electro e foi diretor promocional da meca dance Dust Traxx. Sua longa história como agitador da cena rave no meio-oeste norte-americano serviu de fonte para o romance de Mirelle Silcott "Rave America" além de lhe render uma aparição no documentário da BBC sobre a House music "Rise" (lançado em DVD). É também pauta frequente em revistas importantes como Muzik, Time Out, URB, entre outras. Ele também ocupa o lugar de A&R e dono do selo xjrR, que lançará os álbuns de Hakan Lidbo, Ulysses, Crossover, Atomizer, Binge & Purge, Junior Sanchez, e um cast de novos talentos. Neste ano será a estréia de Tommie no rádio, na XM Channel 80, com o programa "The Move".

Eletrodisco punk e Lo-Fi dance é o que se pode esperar do set de Tommie numa festa explosiva na pista de dança.


>> DOMINGO _ 21h _ GIGOLO PARTY

FELIPPO "NAUGTHY" MOSCATELLO

Como toda pessoa decente de 30 anos, FNM era uma criança nos anos 80. Perfeitamente vestido com Chucks, jaqueta Raiders, montado numa bicicleta BMX e jogando Asteroids. A trilha sonora que combina melhor seria "The Message" de Grandmaster Flash, com letra de Melle Mels do Bronx, que também estava certa para sua cidade natal Ulm. Como um verdadeiro italiano, ele também se envolveu com o som Disco italiano. Suas habilidades em breakdance se tornaram públicas na discoteca nas tardes de domingo. Através do break ele se acabou mixando nos toca-discosEle descobriu suas primeiras experiências como DJ em festas escolares, colecionando o "Network Press" e vinis do Digital Underground e Public Enemy. Quando ele ouviu Westbam tocando "French Kiss"? de Lil Louis na "Negerhalle" em Munich, de repente tudo ficou claro para ele!

Nos anos 90, FNM ganhou a competição TDK-Mix e apareceu pela primeira vez em Krefeld / Alemanha. Em uma de suas primeiras turnês, no OXA em Zurique, FNM conheceu o DJ Hell.

Ele o contratou para uma festa em Ulm e eles se tornaram amigos. Um pouco depois ele conheceu Russ Gabriel, lançou (junto com Tolis) seu primeiro disco pela Ferox e se tornou residente do Ultraschall / Munique.

Quando Hell fundou a International Deejay Gigolos, FNM e David Carretta foram os primeiros live acts lançados. FNM foi co-produtor do álbum "Munich Machine" de Hell (V2/Disko B) e de vários remixes. Sua contribuição para a Gigolo Records teve seu grande momento quando Hell tocou sua "Gigolo Style" na Loveparade em frente a 1,5 milhões de pessoas. Depois disso, FNM se viu em aeroportos internacionais para balançar o mundo como DJ.

O ponto de virada de sua carreira foi uma visita a Chicago, num set de Paul Johnson. Depois disso, ele decidiu melhorar sua técnica de mixagem, sua forma de produzir e sua seleção musical de faixas. Ele leu o livro "My life and the paradise garage" de Mel Cherens (A&R da Westend Records), analisou fitas mixadas de DJs lendários como Larry Levan, Ron Hardy e Franky Knuckles e começou a busca do Santo Graal de Jack.

Finalmente FNM terminou, depois de muitos lançamentos bem sucedidos, seu álbum de estréia, "Disco Volante" pela International Deejay Gigolo Records.


VALYOM

Valyom vem do centro de Bruxelas, Bélgica. Ele entrou na cena de música eletrônica internacional em 1995 com o lançamento do EP ?Techno-Elektro? pela UFO Records, London. Nos anos seguintes ele lançou EPs pela Teknotika, Submerge Label de Detroit ("Running in oktober, Tropical (The man that wonta be King) e Gothic EP"), pela Sativae Records ("Summer of the cat"), KK ("Terrotorial Conflicts"), Reload (Tropical Adventures), Diki Records Bélgica e finalmente pela International Dj Gigolo Records ("Deepfrozen technology").
Valyom lançou com sucesso seu novo material no álbum "Art of misdirection" (pela Gigolo), assim como as faixas do primeiro disco pelo seu próprio selo "Radar Music", ao vivo no festival "I love techno" 2000 em Gent/Bélgica, exatamente entre os sets de Jeff Mills e DJ Hell, em frente de um público de 38.000 pessoas. Foi o primeiro set ao vivo que ele concordou em fazer! "Art of Misdirection" é um álbum conceito em diferentes níveis. "Art of misdirection" é apresentado em 12? duplo e em CD. Atrilha sonora de Valyom para sua jornada de ficção científica em seu próprio cérebro é música eletrônica avant garde de uma forma psicológica. O álbum alcançou a posição nº 9 nas paradas da revista New Musical Express.

Suas faixas incomuns podem ser encontradas em diversas compilações, entre elas "Music Awards" de Dave Clarke, "TVT-compilation New York" de Adam X, "Dj Hell - Gigolo Compilations", entre outras.

Valyom toca regularmente em clubes internacionais como Ultraschall (Alemanha), Moog (Barcelona), Vega-Mantra (Dinamarca), Arena (Bélgica), e em Paris, Amsterdã, Bilboa Espanha, Oslo Noruega, Nice França e além...

Em 2004, durante um processo de Totall Recall, Valyom retorna com vários projetos promocionais... Em breve será lançado Valyom vs Slip. Também há trabalho novo pela International Deejay Gigolos, incluindo a faixa The Area 51 no mais novo CD mixado de Romina
Cohn , "Its Gigolo - And i like it". Outros projetos também estão a caminho pela Technology Recordings DenMark, na Inglaterra e Drop Bass Network Records USA.

21.6.04

MUITA FAMA E POUCA VERDADE

CONEXÃO NY
Paulo Grillo

Muita fama e pouca verdade



No Rio, o circuito da cena passa pelo Dama, 00, Freedom, pelas festas esporádicas... Em Nova York, seu paralelo é um quadrilátero instalado no downtown, entre as ruas 16 e 20. As paradas são os clubs Avalon, Roxy, Heaven e Splash.

Eu fui à Splash neste último fim de semana, meu debut na noite novaiorquina.

A Splash tem o pé direito alto e o bar no meio da entrada da pista. O espaço é super devassado, o que pede uma lotação significativa, senão parece que está vazio. Como no Rio, há queijos, go-gos, gente diferente - mas nada muito diferente, como a fama de Nova York poderia sugerir. São dois andares, sendo o debaixo um bar, chapelaria e banheiro, por sinal, o que há de mais bonito na arquitetura da boate (nao há portas, apenas um portal enorme de cara para as cabines). O primeiro piso comporta a pista e dois bares, com um detalhe: no bar, as pessoas te atendem com a menor quantidade de trajes possível - para estarem peladas falta pouco.

Tudo bem. Agora vem o problema: a fama da vida noturna de Nova York alcança limites míticos e por isso, não sei, a gente carrega uma expectativa imensa. Daí, quando vai ver, tudo parece igual, às vezes até pior que aí no Rio.

Por exemplo, o som. A noite deste último sábado não tem paralelos fortes com uma estampa aí do Rio. Varia entre um 00 sem sal e um Galeria. Nada de divas, nada de batidões ou psicodelia, a opção era um bate estaca meio cru, um `Sweet Dreams` do Eurythmics esporádico, pouco êxtase (não literalmente porque na porta ele é vendido super na cara) e empolgação mediana na pista.

Outro ponto que notei e que até me fez lembrar algo que já li do João Ximenes Braga, no Globo Online. Desde que por aqui foi instalada uma política de tolerância zero contra a criminalidade, há uma legislação muito rígida pesando sobre as casas noturnas. Na prática: o bar da boate fecha às três da manhã e fim de papo. Depois dessa hora já não é mais permitido a venda de álcool em toda a cidade. E de carona: a legislação antibagista. Eu não sabia e fumei uns dois cigarros lá dentro da boate, achando um pouco estranho, pois não via ninguém fumando. Daí um carinha chega e me avisa que eu estava correndo o risco de ser expulso porque não se pode fumar em qualquer ambiente público fechado de Nova York, até mesmo as boates. Então, esqueça: vá acender seu cigarrinho lá fora, nem pense em escutar sua música preferida embalado em um Malboro, porque isso aqui não dá.

Bom, aí tem a questão de que tudo isso junto vai brochando um pouco a noite e o povo sem bebida e sem poder fumar acaba indo embora umas quatro da manhã, no máximo. Os que sobram são aqueles que estão gastando o gás adquirido (como disse, na porta tem um personal drug-dealer), ou os que buscam a pegação que não rolou durante a festa.

Então, pelo que parece, fica explicada em parte a revoada dos gringos para o Rio, todos os elogios que a nossa nightlife recebe e coisa e tal. Claro que essa é uma crítica daquelas meio inocentes, porque a cena de Nova York é enorme, e eu, sou um reles iniciante nessa arte, mas ainda assim fica uma conclusão: nada de carregar complexo de que a noite de Nova York é a melhor, sem discussão, e ponto final.

Pode ser que seja (se for, beleza). Mas se não, que isso não apareça como uma surpresa.

11.6.04

DEBORAH COX NA BROADWAY

CONEXÃO N.Y.
Paulo Grillo

DEBORAH COX NA BROADWAY



Quem se lembra do furo que a Deborah Cox deu numa boate do Rio? Na época ficou feio, não foi? Mas, ao que parece, ela tinha lá uma desculpa. Aqui, La Cox é a estrela de um dos mais concorridos espetáculos da Broadway e se apresenta, parece, todos os dias da semana, non-stop.

É uma sensação a tragédia Aida, uma adaptação para a Broadway que, além de Debbie Cox, conta com a assinatura da Disney e o respaldo de Elton John na produção musical. Os preços para assistir ao espetáculo são salgados: passeiam na casa dos 70 dólares. Mas há como driblar este empecilho com uma carteira internacional de estudante (levando até duas entradas por 25 dólares, cada). Aí, depois, não é preciso fazer muito esforço: o espetáculo te deixa de queixo caído.

Aida é uma tragédia, a história de uma princesa acorrentada aos escravos e que se apaixona pelo capitão do exército inimigo, prometido a uma outra princesa, do reino que a escravizou. Um enredo que traz muito do que já se viu antes sobre amor proibido, mistura de classes, tradição versus coração. Mas não é o conteúdo que chama atenção num show da Broadway. É a forma. É o luxo. É o espetáculo.

O show de luzes e da cenografia fazem com que os personagens possam voar, explorando não só o palco propriamente dito, mas todo seu espaço, de cima abaixo. O figurino é rico, luxuoso, se aproveitando que a peça se passa no Egito Antigo para mostrar toda a beleza de uma moda fundamentada no ouro, no brilho e na abundância dos tecidos esvoaçantes. E, claro, o que faz do show um sucesso: sua estrela e a música.

A peça é cantada quase em todas as cenas, ao vivo, e regida por uma orquestra (como nos shows do Oscar). O microfone é um pontinho branco, preso a uma mecha de cabelo dos atores. É um 'pontinho' poderoso, porque capta na íntegra todas as nuances da voz da estrela, que não economiza na sua porção diva. Ao menos três cançôes levaram o público ao delírio, na apresentação deste último domingo. Todas, claro, por conta dos longos agudos (que quem conhece La Cox, não precisa de mais explicações).

'Easy as life', uma das canções, pode ficar guardada aí na listinha do que vai ser novidade, porque, além de estar no repertório do show, já foi remixada e é um dos hits mais executados por aqui. Junto, ainda, com a regravação que ela fez de 'Something Happened on the way to Heaven' - esta não incluída no show (mas que vale para a listinha de novidades).

E sobre a curiosidade de quem quase viu Deborah Cox aí no Rio, mas ficou na vontade? Bom, ela, mesmo escondida nos tecidos esvoaçantes mostra uns quilinhos a mais e tem um rosto mais largo do que a média. Gosto é gosto, mas eu arrisco ainda dizer que ela não é tão bonita como mostram seus pôsteres todos de divulgação. Mas isso passa batido, bobagem. Afinal, Deborah Cox é super diva e em cada canção de Aida faz a gente se lembrar do tanto que curtiu Mr. Lonely, Absolutely Not, e Nobody Suppose to be Here. Aida faz a cabeça, total!

Aproveitando:

Quem também estrela um espetáculo na Broadway é a Melanie B., a Scary Spice. Ela é o chamariz da nova fase de Rent. Uma crítica, quem sabe, fica pros próximos dias.