16.2.06

DJ HELL

DJ HELL
por Dado Marietti
:: entrevista


DJ Hell ou Helmut Geier, está na ativa desde 1992. Ele é o fundador do Internacional Deejay Gigolos, o selo mais hypado de electro no mundo. No castig da Gigolo constam artistas como "Miss Kittin" & "The Hacker", "Vitalic" e "Zombie Nation". O DJ e produtor está no Brasil para a turnê de lançamento de seu mais recente trabalho, o álbum N.Y. Muscle. O DJ tocará no carnaval off carioca, no dia 25 de fevereiro, no Armazém 5. A festa produzida pelo núclo BEC (Brazilian Electronic Community).





DM: Seu último álbum é chamado de "NY Muscle", e foi todo gravado e inspirado na cidade Nova Iorque. Mas Nova Iorque tem muitas facetas. Tem o lado dark, o hype, o avant-garde, os milionários, o lado mais hard. Além disso, tem toda a rapidez absurda com que as coisas acontecem por lá. Qual, ou quais lados de Nova Iorque que te inspiraram?

DH: Obrigado, você disse tudo. Perfeito! Então, o álbum é uma trilha sonora completa para a cidade de Nova Iorque. E é claro, uma declaração de amor para a mais excitante e pulsante cidade do mundo.


DM: Você trabalhou, ou ainda está trabalhando com P. Diddy [Puff Daddy]. Isso pode ser colocado como uma colaboração incomum e muito interessante, porque une dois grandes artistas de estilos tão diferentes. Como isso aconteceu?

DH: É uma ótima combinação. Puffy sabe sobre todo o tipo de música inovadora. Ele mora em Nova Iorque, e a house music e a música eletrônica em geral já existem por lá a mais de 20 anos. Ele é ótimo, grande profissional. E uma coisa importante, Puffy sempre segue seu instinto, o que ele acha que é o caminho certo. E eu faço o mesmo, em um nível menor.


DM: Algum outro projeto, colaborações e artistas que você está trabalhando no momento?

DH: No momento, Brian Ferry.


DM: Você lançou um dos melhores artistas da cena electro atual, Fisherspooner. Além deles, a diva Miss Kittin, The Hacker, Tiga e outros. Com tipos de trabalhos tão diversos e que ficaram tão próximos a você, isso causou alguma influência no seu trabalho ou no trabalho deles?

DH: Nós todos viramos amigos, esse foi o segredo de tudo. E mais, a gente acredita no que estamos fazendo. Gigolo [o selo Gigolo Records, que Hell é dono] foi só um empurrão.

[Em recente entrevista, Hell disse que quando Fisherspooner apareceu, ele sofreu influência desse lado mais artistico-performático, sobre como apresentar as coisas de forma tão diferente. Ainda disse que Fisherspooner veio como um pacote completo, em que ele não opinou em nada, pois eles tinham visões artísticas muito fortes. O que não aconteceu com Miss Kittin, que na época não tinha muita experiência, então às vezes ele dava alguns "conselhos".]


DM: Você toca a mais de 20 anos. Como era a cena eletrônica quando você começou?

DH: Um dia eu vou escrever um livro, ou fazer um filme sobre como é ser DJ e viver na noite por mais de 20 anos. Eu saio desde os 18 anos, non-stop, todo final de semana, como o Tommy Lee. Rs.


DM: Essa não é a sua primeira vez no Brasil. Quais os seus sentimentos sobre o país? O que você viu que você ficou encantado, e o que você não ficou tão encantado assim?

DH: Bom, isso resume bem, eu já sou metade brasileiro.


DM: Qual o melhor lugar que você já tocou e qual o melhor lugar para curtir?

DH: Todos são bem legais, mas o D-Edge, em São Paulo, é o clube perfeito para uma noite especial.




Confira o novo video do DJ Hell, "Keep on waiting":



17.1.06

VIDEO - fashionrio

FASHION RIO - COMPLEXO B
:: vídeo


Momento final do desfile da Complexo B, no Fashion Rio.
Cauâ Raymond só nas asas!
:P

12.1.06

VIDEO - POR DO SOL

PÔR-DO-SOL EM IPANEMA
:: video


Falamos esses dias sobre os aplausos ao pôr-do-sol na Praia de Ipanema.
Uma tradição espontânea que se mantêm viva ano a ano devido a emoção das pessoas diante da beleza do Rio de Janeiro.

Confira!



video: Marcelo Seixas

9.1.06

ENTREVISTA - MISS KITTIN

:: entrevista
MISS KITTIN
por Dado Marietti


Mais uma entrevista exclusivíssima para Cena Carioca!!! Miss Kittin (ou Caroline Hervé) contou para nosso colaborador, Dado Marietti, um pouco do que fez no Rio, sobre sua admiração pela cidade, Madonna, seu som mais pesado e até sobre fama. Sua apresentação em terras cariocas foi bem movimentada, causando tumulto na porta do Sky Lounge e gritaria na pistinha, conseguindo misturar playboys e patricinhas com as pessoas que fazem a cena da cidade. E de fato, that bitch beat us all with many hits.



DM: Seu estilo permeia por várias vertentes da música eletrônica, mas pelos seus últimos shows, seu som tem ficado mais pesado, puxando mais pro techno-acid, electro-techno. Como você descreveria seu estilo atualmente?

MK: Eu sempre toquei mais ou menos techno, você está certo. Mesmo antes de trabalhar com o The Hacker. Techno seria a base principal de tudo que eu toco, aliado aos diferentes tipos de influências. É difícil mesmo definir. Até porque eu toco muita coisa "old school", do tempo que eu ainda não era DJ. Então por eu não estar tocando naquela época, toco esses discos agora. É a minha vingança! Risos.


DM: Você definiu o Brasil como maravilhoso da primeira vez que veio ao país. Agora que você ficou quase uma semana no Rio, você pode conhecer melhor a cidade. O que você achou do Rio?

MK: O Rio, na verdade o Brasil, tem uma presença e uma espiritualidade muito forte. Eu senti muito isso dessa vez. Eu queria muito ter escalado o Corcovado, mas estava muito nublado. Eu amei olhar os garotos jogando futebol na praia, sempre tinha uma bola no ar. O Rio tem esse sentimento aconchegante de cidade praiana. Eu também amei a comida, o café. O Rio com certeza é uma das cidades mais bonitas que eu já vi. É de tirar o fôlego.


DM: O que você acha do estilo musical de artistas como a M.I.A., que estão fazendo sucesso no mundo inteiro com músicas que tem referência forte no funk carioca? E o que você acha desse estilo musical?

MK: Eu não sei muito sobre isso, mas eu acho que a M.I.A. é relacionado à cena Garage do Reino Unido. Você pode se sentir conectado a isso porque é basicamente hip-hop mixado com todos os tipos de raízes locais. No seu caso, a música folk-salsa brasileira. Para os britânicos já é Dance Jamaicano com ragga-reggae-Dub. E para outros pode ser música folk mexicana. Na verdade, por ser qualquer coisa. Eu tenho certeza que existe até uma versão japonesa disso no Japão! E quanto ao funk carioca, o som é interessante, novo e divertido. Mas eu soube que as letras são muito pesadas. Espero que eles não estejam falando mal das mulheres!


DM: Você declarou admiração a Madonna. Em que se baseia essa admiração? A música em si, a relação dela com a liberdade sexual, a própria imagem, o poder dela junto à imprensa? E você escutou o novo CD, "Confessions on a dance floor"?

MK: Não é bem uma admiração. Eu diria que é mais um enorme respeito pela quantidade de trabalho e disciplina que ela teve para chegar onde ela está e continuar lá. Afinal ela continua sendo a maior pop star viva. Mas eu não invejo sua vida, nem sua música. E quanto ao álbum novo eu ainda não escutei. Na verdade, escutei o primeiro single, que eu não gostei nem um pouco. Não curto muito Abba [Hung Up contém um sample da música "Gimme Gimme Gimme", do Abba]. Mas eu quero muito escutar o resto do álbum. Eu sou muito curiosa sobre o trabalho do Stuart Price [principal produtor do disco com Madonna].


DM: Eu sei que no seu tempo livre você gosta de ler. Lolita Pille, uma escritora francesa, assim como você, escreveu o livro "Hell", que eu acho que você deve ter lido. Se você leu, o que achou dele? Quanto você se identificou com o mundo que ela descreve, já que na música Frank Sinatra você relata uma realidade parecida?

MK: Verdade, eu li mesmo. Mas eu achei que foi uma versão adolescente e francesa de Bret Easton Ellis, com 10 anos de atraso. Uma coisa hype demais, eu não gostei. Além de que eu não achei que foi bem escrito. E eu, diferente de Hell, não vim de família rica, não tinha cartão de credito ilimitado para comprar na Dior e ficar louca de cocaína o tempo todo. E só pra constar, eu também não faço isso hoje em dia. Mas eu amo ler, sempre tenho um livro comigo. De todos os tipos, em inglês ou francês.


DM: E quanto a filmes, o que você tem visto e recomenda?

MK: "A Fantástica Fabrica de Chocolate" foi com certeza o melhor filme de 2005 pra mim. Eu assisto muito DVD também. Eu acabei de rever "O Rei da Baixaria", o filme sobre Howard Stern, o lendário DJ de rádio. É muito bom.


DM: Você disse uma vez que seu pai é mais interessado na Miss Kittin que na Caroline Hervé. Como você lida com o fato das pessoas colocarem a personagem Miss Kittin num pedestal? E como você acha que a fama afeta as pessoas ao seu redor?

MK: Eu não falo mais sobre a minha família. Meus pais são muito orgulhosos de mim, ponto. Eles também têm que lidar com parasitas devido ao que eu faço. Mas é ótimo ter um nome que separa o trabalho da sua vida pessoal. E se as pessoas mudam suas atitudes por causa do meu sucesso, é problema delas. Eu reconheço com muita facilidade quem tem interesse e quem não tem. Eu tenho uma família e amigos muito unidos que estão comigo há anos. Eles sabem quem são e eu não estaria aqui se não fosse por eles. O resto? Eu não me importo!



foto: Carol Novaes

site oficial: www.misskittin.com

24.12.05

VIDEO - MISS KITTIN

MISS KITTIN

O video não está com uma resolução boa devido às condições de luz no ambiente. Mas dá pra ouvir ela cantando e sentir a vibe do público!

7.12.05

VIDEOS

VIDEOS
(AG)


Skol Stage Trance Edition
04|12|2005 @ Cidade do Rock

Projeções em painel de led de alta resolução, do VJ Vagalume.


19.11.05

VIDEOS
(AG)


Estou testando uma forma de trazer uns videos aqui para o Cena Carioca. É claro que quem tem internet banda larga irá se beneficiar, mas quem não tem pode esperar um pouquinho se tiver paciência... e vontade de ver!

A idéia é postar vídeos próprios, mas também trazer alguns vídeos divertidos que tenho achado por aí...

Descontração total e dar uma movimentada da PÁGINA 2!

Pra começar, um vídeo da E.njoy + um vídeo engraçado achado na net. Pra vocês irem entrando no clima!

LET´S GO!

E.njoy




Gay Boyfriend

10.11.05

ENTREVISTA - DAVID GUETTA

DAVID GUETTA
: entrevista - Por Dado Marietti


Ele introduziu a cultura House na França, é produtor de uma das label parties mais famosas no mundo - FUCK ME I?M FAMOUS -, seus sets têm empolgado as pessoas ao redor do globo e ele ainda acumula hits como "Just A Little More Love" e "The World Is Mine" . De quebra ele faz um pit-stop rápido no Rio de Janeiro e nos dá essa entrevista exclusiva, feita por Dado Marietti ontem, no Bar D'Hotel, no Leblon.



DM: Quando você escuta a palavra "Broad", o que te vem à cabeça?

DG: Broad... Nossa, foi o primeiro lugar que eu toquei. Era um clube gay, e eu me lembro de como eu tinha uma idéia de querer ser muito profissional. Eu estava começando, tudo era novo. Lembro de uns discos que eu tocava, que até hoje são especiais pra mim. Em uma palavra: emocionante.


DM: Você foi o primeiro DJ a tocar House na França. Como você conheceu a House Music?

DG: Quando eu comecei a tocar, isso foi em 88, a House Music não existia na França mesmo. Por tocar no Broad, eu estava em contato com o que rolava no mundo todo, e todo mundo me falava de um lugar chamado Warehouse (Warehouse, em Chicago, foi onde surgiu o House, tanto que o estilo tem esse nome em homenagem ao clube), que eu acabei indo conhecer, e me apaixonei pelo o que eles tocavam lá. Depois fui pra Londres, num lugar chamado Heaven, e nesse meio tempo eu fui comprando todos os discos que tocavam nesses lugares. Foi assim que começou.


DM: Com o seu primeiro album, "Just A Little More Love", você vendeu mais de 250 mil cópias e virou um artista reconhecido mundialmente. Como isso te afetou?

DG: Como pessoa, não me afetou em nada, mas profissionalmente as coisas só melhoraram. Eu já era conhecido na França, mas agora realmente virou uma coisa mundial. Isso me deu a oportunidade de tocar em vários lugares que eu não tocava antes, e ainda me pagam muito bem pra isso (rs). E por eu trabalhar com isso há bastante tempo, o meio não me sobe a cabeça. Eu acho que a minha relação com a fama é bem saudável.


DM: Em 2001, você voltou a produzir músicas. O que te levou a mudar novamente o rumo da sua carreira?

DG: Eu tocava, promovia festas, gerenciava e era dono de clube. Sucesso? Tinha. Mas isso tudo me tirava muita energia. Às vezes eu estava tocando, ai vinham na cabine, "David, tem problema na porta", "David, problema no bar". Eu não tinha tranquilidade. E eu só conseguia tocar uma vez por mês, por total falta de tempo. E quer saber, mesmo com muito sucesso, você pode ficar de saco cheio. Minha paixão era a música, e eu não queria mais fazer aquilo. Ai eu me prometi que ia começar a tirar as segundas-feiras de folga, para voltar a produzir. Depois de duas semanas, eu percebi que isso me dava muito mais prazer, então reestabeleci as prioridades, sendo produzir músicas a primeira delas.


DM: O que você está produzindo agora?

DG: Eu acabei de fazer um remix pro Eurythmics, que acabaram de voltar, a música se chama I've Got A Life. Também produzi uma pro Joachim Garraud, meu parceiro musical, e estou começando a trabalhar no meu terceiro álbum.


DM: Com 14 anos você começou a produzir festas pros seus amigos no seu porão. Hoje em dia você produz uma das label parties mais famosas do mundo, a F*** ME I?M FAMOUS. Qual o conceito dessa festa?

DG: A festa F*** ME I'M FAMOUS começou em Ibiza, e agora ela rola em Londres, Nova Iorque, Miami e Paris, claro. O conceito, quanto ao som, são praticamente apenas DJs franceses, mas não é só o som que importa, mas também as pessoas, a mistura das pessoas. Celebridades, VIPs, os hypes, os clubbers, os comuns, todo mundo curtindo junto. Normalmente você tem as festas VIPs, que sempre tem um som ruim, tudo muito comercial, ou você tem as festas underground, de raiz mesmo. F*** ME I'M FAMOUS é um mistura disso, do underground, dos clubbers, dos comuns com os hypes e os famosos.


DM: Você já tocou em lugares que são o sonho de qualquer DJ. De todos, quais os 3 melhores pra você?

DG: Londres, por causa da cultura musical. Eles realmente vivem a cena e sabem tudo dela, é incrível. Barcelona, porque todos são meio loucos, e tem aquela cultura de se vestir muito bem, que eu adoro. E Ibiza, que é uma mistura dos dois, porque une cultura espanhola com a do Reino Unido.


DM: Você tocou recentemente em Curitiba, como foi?

DG: Foi ótimo tocar lá. O público brasileiro é muito bom, tem uma energia muito boa. Uma das coisas que eu mais reparei foi a diferença de atitude das mulheres européias para as brasileiras. As européias, quando são bonitas, elas ficam paradas como se fossem flores, e aqui não, elas dançam, se divertem. Eu adorei isso.


DM: E quanto ao Brasil, qual foi sua impressão?

DG: Eu fiquei impressionado com o Brasil. A divulgação do turismo brasileiro na Europa nos deu uma idéia completamente errada do país. Eu esperava apenas pessoas negras e samba o tempo todo, porque é isso que é mostrado pra gente. Tanto que quando cheguei em São Paulo e entrei na van, eu tomei um susto porque a rádio estava tocando um pop-chiclete dos anos 80, e não samba. Eu fiquei realmente chocado em como passam uma imagem diferente do país. Também fiquei surpreso com a cena eletrônica aqui, que é bem interessante. Eu adorei o Brasil.


DM: As pessoas aqui no Rio estão sabendo que você está na cidade, e estão rolando uns comentários sobre alguma festa private, em que a gente poderia escutar um pouco do seu som. Vai rolar?

DG: Infelizmente não, eu até estava animado mas anteciparam minha viagem e amanhã (quinta-feira, dia 10/11) eu vou pro Chile logo depois do almoço. Mas eu quero voltar em breve. Queria muito poder vir para o Carnaval, minha mulher quer muito conhecer o Brasil, e ela tem um fascínio em querer conhecer o carnaval brasileiro. O único problema são os compromissos profissionais, estou sem data até outubro de 2006, mas eu vou tentar dar um jeito, prometo.

10.8.05

RAZÕES PARA VIVER

RAZÕES PARA VIVER
entrevista_
Por Junior Vasquez | Editado por Gregory T. Ângelo | Tradução: Rogério Simões



Após polêmica entrevista do DJ, que agora restabelece a sua popularidade nas pistas de Nova Iorque e da Europa, Junior Vasquez retorna ao seu estilo, que o fez o DJ mais consagrado de todos os tempos, numa noite carioca que promete ser bem diferente das suas gigs anteriores no Brasil...

Confira entrevista recente do DJ

* * *


Ele pode ser legendário, mas ele também é humano. No final de semana do Gay Pride em Nova Iorque, Junior Vasquez pisou no DJ booth do club Spirit acompanhado pela DJ - e amiga - Tracy Young para tocar no mais importante Gay Pride de sua carreira. Numa entrevista bombástica, ele mesmo explica os motivos com suas próprias palavras:

"Esse será o primeiro Gay Pride que tocarei sóbrio em seis anos."

- Tocar no Gay Pride de Nova Iorque é sempre especial para mim. E esse ano
será ainda mais especial. Agora estou limpo e eu me dou o direito de estar sóbrio da mesma maneira que eu me dei o direito de me drogar pelos últimos cinco anos da minha vida.

Antes de me drogar com cristal eu nunca tive problema com nenhuma substância. Drogas nunca representaram nada para mim - eu nem mesmo bebo! Mas Tina (um dos nomes de mercado da droga crystal meth) acabou cruzando o meu caminho há um tempo atrás no dias do Palladium. Alguém discretamente me ofereceu e disse: "Prove um pouquinho disso aqui. É melhor do que 10 xícaras de café!" - É uma velha história que se repete.

Eu não me drogava com cristal porque queria transar. Naquela época eu não necessitava de mais euforia em minha vida. Quero dizer, convenhamos, eu já era o DJ mais popular na cidade de Nova Iorque. Eu me drogava com cristal para me manter acordado e atento. Pelo menos, essa era assim que eu justificava a mim mesmo. Naquele momento eu não percebi, mas a razão real que me levava a Tina era baseada no fato que eu odiava o meu trabalho. Odiava!

Eu estava cansado da longa jornada noturna. Para ser completamente honesto, eu estava cansado da atmosfera e do ambiente em que trabalhava. No entanto, durante cinco anos, eu não fui capaz de admitir para mim mesmo; razão pela qual me coloquei em um coma ambulante na tentativa de sentir algum prazer com aquilo que eu trabalhava. Não funcionou.

Então, há cinco meses atrás, eu tive uma convulsão. Uma convulsão horrível. Aconteceu depois que eu toquei numa noite em Austin, Texas. Eu mordi a minha língua e tudo mais. A minha vida chegou quase ao final e aquela noite de terror poderia ter terminado muito pior do que terminou. No entanto, eu acho que me confrontando com a morte olhando na minha cara e recebendo uma segunda chance, foi a única maneira de mudar as coisas na minha vida. Precisou ocorrer um evento tão dramático para que eu pudesse rever minha vida. Para me fazer estudar os cinco anos que se passaram e ver quanto desperdício e infelicidade que aquele lixo me trouxe.

Meu pai morreu em 1999 e a minha mãe acabou falecendo rapidamente depois dele, mas por causa do cristal eu nem mesmo me lembro do funeral de nenhum dos dois. A minha irmã morreu recentemente também. Ela era um ano mais velha que eu e eu a amava mais do que qualquer coisa nessa vida. Eu ainda me recordo dela, mas uma parte de mim questiona ou, para ser bem sincero, sabe que se eu continuasse a me drogar eu perderia as preciosas recordações dela também.

Eu quero ver cores novamente. Eu quero ouvir batidas novamente. Eu precisava amar a música novamente. Agora que estou sóbrio e limpo, eu posso.

Cristal existe desde muito tempo atrás, mas só agora que conseguimos ver o quanto é perigoso e destrutivo. Tina te coloca pra baixo e te machuca; eu não podia acreditar em tudo passei. É uma "bitch" ofensiva e maliciosa - e levou cinco anos para eu me lembrar que existe uma única "bitch" na cabine do DJ: Eu mesmo.

Eu não estou tentando pregar o que está certo ou errado. Aquilo que cada um escolhe fazer com a sua própria vida só diz respeito àquela pessoa mesmo. Eu concordo plenamente com isso. Eu cheguei à conclusão de que a única maneira de sobreviver e continuar no topo é estar sóbrio e limpo. É algo que faço para mim mesmo. Eu tenho fãs maravilhosos, mas eu não fiz por eles - e certamente não fiz para acalmar aqueles que estão contra mim. Me ame ou me odeie, não me importo mais. Eu não tenho que provar nada mais pra ninguém. No entanto, eu refleti e cheguei à conclusão de que se eu subisse no podium e admitisse que Tina foi um problema para mim, outras pessoas fariam o mesmo.

Eu me sinto completamente diferente hoje. Mais uma vez eu amo a música, eu amo imensamente. Eu amo o fato de que Tracy Young abrirá o meu set no Gay Pride e de que haverá um homem e uma mulher gay na cabine de DJs aquela noite.


* * *




Junior Vasquez toca no próximo sábado, 1308, na Le Boy, em mais uma edição da Xtravaganza.

www.juniorvasquezmusic.com

16.6.05

DJ LAB

DJ LAB
redação




O conhecimento de um DJ não termina quando ele aprende a mixar. Pelo contrário, está apenas começando. Mas a maioria dos cursos de DJs só fornece o fundamento da mixagem, deixando de lado os demais aspectos da profissão. Foi com o intuito de levar o conhecimento dos DJs além dos toca-discos que surgiuA o projeto do DJ LAB, seminário que ocorre nos dias 2 e 16 de julho em um auditório no Centro Empresarial Barrashopping.




Feras das pistas como Memê, Jonas Rocha, AJ Crypt, Alessandro Tausz, Tony Viegas passam suas experiências e falam sobre a importância de ter cultura musical, produzir seu próprio material, conhecer os recursos atuais e as novas tecnologias, e de criar uma identidade sonora própria como residente de clubs e programas de rádio. "Hoje eu vejo caras que saem dos cursinhos de DJ sem nenhuma noção de como encarar o mercado profissionalmente. São pessoas que sabem apenas mixar - mas isso é apenas o começo da caminhada para ser um DJ de verdade", explica André Gordirro, jornalista musical e coordenador do DJ LAB.



O participante do DJ LAB assiste a 14 horas de palestras, divididas em dois dias, com os seguintes temas: a produção musical e de remixes (Memê); tecnologias de produção musical (Alessandro Tausz); postura profissional e história da profissão DJ (André Gordirro); produção de eventos envolvendo vários DJs (AJ Crypt); a atividade complementar dos VJs (Sandro Menezes); criação de selo independente e apresentação ao vivo (Jonas Rocha); técnicas de performance (Marcelinho CIC); o papel do DJ nas rádios (Tony Viegas); e domínio do Final Scratch (Renato Bastos), a tecnologia que permite mixar arquivos MP3.



A programação completa está no site www.djlab.com.br. Lá também é possível fazer a matrícula online e garantir uma das 40 vagas para os seminários. Quem estiver entre os 20 primeiros inscritos terá direito a um curso de mixagem ministrado pelo DJ Tony Viegas (Jovem Pan) no estúdio da Tausz Music. "É uma chance para o DJ iniciante ter uma experiência completa, de saber tudo sobre a profissão, tirar suas dúvidas e também pilotar os toca-discos na prática", diz Gordirro.

* * *






Serviço:

DJ LAB
www.djlab.com.br
Centro Empresarial Barrashopping, dias 2 e 16 de julho, das 13 às 21h.

Matrícula: R$ 385,00 pelos dois dias, pagáveis em três vezes sem juros.
Informações: 3385-4588

www.djlab.com.br

9.6.05

KAMMY - EURO TOUR

KAMMY - EURO TOUR
Diário de bordo


Kammy - aka K-Milla - conta como está sua turnê na Europa! A Dj se apresentou inicialmente na Bélgica e Suécia. Foi destaque na Meganite Tour em Malta, no aniversário do Metro Club na Espanha e no famoso Rex Club em Paris.



O Início... Bélgica!

Minha chegada na Europa se deu de forma trânquila. Após 12 horas de vôo e mais 1 hora de carro cheguei na primeira cidade aonde eu tocaria, no dia 13 de maio. Aalst é uma cidade muito bonita no interior da Bélgica e se localiza nos arredores de Bruxelas aonde existe uma bela comunidade techno.

A festa que eu toquei se chama Session (www.session.be) e é um evento conhecido no país. Tem um clima muito intimista e sempre apresenta o melhor do underground. O núcleo constantemente leva grandes nomes do techno, tais como Miss Djax, Acid Junkies, Marco Bailey, entre outros famosos são nomes frequentes.

Esta data era muito especial pois seria a minha primeira festa na Europa e eu sabia que os belgas estavam muito ansiosos com a minha ida para lá. Graças a DEUS eles gostaram muito do meu trabalho e fui muito bem recebida por todos, com direito a flores e tudo mais. Com certeza não me esquecerei da minha primeira "Session".
Também tocou comigo o Tomaz (Intec/Switch) um dos mais famosos Djs da Bélgica, além de outros locais, com direito a palhinha do Dj Red Head que era um dos mais animados.



Bruxelas...

No sábado segui para Bruxelas aonde me apresentei no programa Switch da famosa rádio belga Studio Brussels. O programa é focado em techno e suas vertentes e tem transmissão para o país inteiro. Fiz um set alternando clássicos, de Underground Resistance à músicas intensas e características do meu set.

Neste mesmo dia soube que um dos meus maiores ídolos havia se apresentado poucas horas antes, Mr Dave Clarke, que fez um set para promover o seu novo trabalho "World Service 2".

Depois destas datas iniciais curti alguns dias em Bruxelas e aproveitei para conhecer a noite da cidade. Fomos eu e meu namorado ver o Dave Clarke na Fuse, para o lançamento oficial do seu novo CD. Foi espetacular e muito melhor que todas as outras vezes que eu o havia visto... "respect the man!".

Logo em seguida fomos na Projekt, um grande festival local (que é equivalente a Circuito no Brasil) aonde se apresentaram o querido Murphy, DJ Rush, Marco Nastic, Ben Sims, Wunsch e outros grandes nomes. A festa foi muito boa e bem produzida.



Paris...

De Bruxelas seguimos para Paris de trem numa viagem rápida e agradável. Chegando na cidade mais bela e romântica do mundo fomos direto pro Rex Club aonde o mago Jeff Mills se apresentou em plena quarta-feira na sua tour "Three Ages". Fez um set antológico, impecável e recheado de clássicos.



A caminho da Escandinávia ...

Passado alguns dias em Paris, embarquei para Estocolmo, na Suécia, aonde iria me apresentar no sábado dia 27 de maio. Com certeza foi uma das cidades mais lindas que eu conheci. As pessoas são muito educadas, prestativas e as coisas lá realmente funcionam, primeiro mundo de verdade!

Me apresentei numa casa noturna chamada Club Stockholm, um dos únicos a investir no Techno daquele país. Quem abriu a noite foi o David Rolseux, parceiro do produtor e Dj Cari Lekebusch. Assim que iniciei meu set, já senti a boa reação do público que respondeu bem as primeiras músicas com gritos e pulos, e assim permaneceram durante todo set. Gostei bastante da vibe sueca.

Fui obrigada a encerrar meu set às 4 da manha com o público ainda empolgado, mas como por lá tudo acaba cedo e o céu já estava claro (na Suécia essa época do ano o céu quase não escurece) tivemos que voltar para o hotel com o gostinho de ainda quero mais!


O que veio depois...

Kammy tocou no Rex Club, Paris, junto do americano Jay Denham. Depois passou pela Espanha, onde se apresentou no Metro Club ao lado de Trevor Rocklife, Dwachman e J. Hulkonen. E pra finalizar tocou na Meganite Tour, em Malta, ao lado de Mauro Picotto.

Ufa!

K-Milla se apresetará sábado no Chemical Music Festival, no Palco Smartbiz. Será sua primeira gig no Brasil depois da turnê européia... Tipo imperdível!



info: www.djkammy.com

24.5.05

6.4.05

Groove Attack

serviço / release :
GROOVE ATTACK

A maior festa indoor de phychedelic trance do país apresenta no Rio de Janeiro - Armazém 06 - Cais do Porto - três atrações internacionais

Live Act Dynamo, Lice Act Dynamic & Live Act Eskimo

Sexta - 08 de abril - 22h @ Armazém 06 - cais do porto





Depois do sucesso com a festa XXXperience, que reuniu no dia 12 de março cerca de 10 mil pessoas no Riocentro, a Directa Produções apresenta no dia 08 de abril, mais uma edição da badalada festa Groove Attack. Desembarcando no Rio de Janeiro com força total, a Groove Attack é considerada a maior festa indoor de Psy Trance do Brasil, reunindo sempre os melhores artistas internacionais da música eletrônica do gênero. A noite do dia 08 de abril, sexta-feira, contará com mais um line up de nomes mundialmente consagrados, como o DJ Junya - a.k.a Eskimo, que detonou a pista da edição especial da XXXperience no final de 2004 -, além do live act Dynamo (DJs Junya e Shay Elmakies) inédito no país com seus fantásticos efeitos excitantes e full on inigualável. Também estreando em terras brasileiras, estarão os DJs israelenses Bem Avital e Shay Elmakies, apresentando uma rica diversidade musical com seu live act Dynamic.

O Goove Attack tour 2005, que teve sua primeira edição deste ano em Campinas, ainda terá mais três edições até o final do ano na cidade maravilhosa. A festa já confirmou presença nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Paraná, num total de 10 edições na turnê desse ano, para alegria de os tranceiros de plantão! Em 2005, a Groove Attack atingirá outras regiões do Brasil, realizando sempre um intercâmbio com os melhores artistas internacionais, consolidando-se assim, como o maior projeto indoor de música eletrônica.


Atrações Internacionais



Live Act Eskimo

Estourou na cena em 2003, com o lançamento de seu álbum "Can You Pick Me Up?". DJ Junya, a.k.a ESKIMO, se destaca pela extravagância e excelência em suas produções, com efeitos sonoros mágicos, acompanhados de fantásticas técnicas eletrônicas. Seu último álbum, "Take A Look Out There" - 2004 - proporcionou notoriedade máxima ao artista, ficando numa posição invejável no ranking dos top DJs da cena trance mundial.

Live Act Dynamic

O projeto DYNAMIC, dos DJs israelenses Ben Avital & Shay Elmakies, conta com uma rica diversidade musical. Suas tracks, remixadas por grandes artistas como GMS e Alien Project, comprovam o talento emergente da dupla. Seu álbum "Dynamix", lançado em 2003, definiu o projeto como sendo a revelação do conceituado selo europeu Phonokol rec.

Live Act Dynamo

DJS Junya & Shay Elmakies, juntos pela primeira vez no Brasil, apresentam seu extraordinário live act com fantásticas produções, efeitos excitantes e um full on inigualável! Com certeza será mais um sucesso mundial. Em abril, o projeto lança seu primeiro álbum ?The Acid Daze? no mundo, pela Arcadia Music e no Brasil pela Trade Sound.


Confira o line up completo da Groove Attack no Rio de Janeiro


23h00 marcelo bpm - high end
01h00 DYNAMIC live act - Israel
02h30 feio - chemical crew
04h00 ESKIMO live act - Inglaterra
05h30 DYNAMO live act - Israel/Inglaterra
07h00 bishop - proton rec.


Directa - Há oito anos produzindo e-music

Há oito anos no mercado carioca de entretenimento, a DIRECTA PRODUÇÕES vem se firmando como a produtora responsável pela profissionalização da cena eletrônica carioca e nacional. Nomes como Paul Oakenfold (UK), Pete Tong (UK), Marco Lenzi (ITA), Laurent Garnier (FRA), Alien Project (ISR), Talamasca (FRA), Skazi (ISR), Void (ISR), Antidote (FRA), Afrika Bambaatta (EUA), Sven Väth (ALE), Space Tribe (UK) e Eskimo (ISR), entre outros, apresentarem-se no país em eventos produzidos pela Directa.

Sua última grande produção foi a festa XXXperience (Março de 2005), que reuniu cerca de 10 mil pessoas no Riocentro e teve o aval dos Poderes Públicos competentes e do Ministério Público Estadual de Justiça.


SERVIÇO


Local do Evento
Armazém 06 - cais do porto

Venda de Ingressos
Na hora: R$ 40,00 *


Pontos de Venda Autorizados
Rio de Janeiro

Chilli Beans: Rio Sul, Shopping da Gavea, Galeão, Ipanema 2000, Barra Shopping (loja e quiosque)
Mutatis M: Norte Shopping, Nova América, Carioca Shopping, Madureira Shopping
Trip Xik: Galeria River (Arpoador)
Inn Hype: Downtown (bl 03 / lj 124)
Posto BR Piraque: Lagoa

Niteroi
Chilli Beans: Shopping Plaza

Petropolis
Aqualung: Shopping Bauhaus
Zoando.net (24) 2242-1675

Barra Mansa
Volta Redonda - Habib´s: Pontual Shopping (24) 3348-9060

4.4.05

SKOL BEATS 2005

serviço :

SKOL BEATS 2005

Sexta edição do Skol Beats cresce em tamanho, conteúdo, duração e transforma-se na maior de todos os tempos


É hora de se preparar para o Skol Beats 2005. O evento, maior festival de música eletrônica da América Latina e um dos maiores do mundo, que será realizado no dia 16 de abril no Complexo do Anhembi, em São Paulo, chega à sua 6ª edição repleto de novidades. Com o mote "a festa mais contagiante do planeta", o evento espera receber, este ano, aproximadamente 60 mil pessoas.

A primeira grande novidade é que o festival expande seus limites de um só dia e distribui-se ao longo de uma semana com a Skol Beats Week - seis dias de atividades diurnas e noturnas com o carimbo de qualidade Skol Beats.

Outra grande inovação deste ano é o Pepsi X Eletric. Trata-se de um trio elétrico, ícone do carnaval brasileiro, que servirá como palco para a junção de artistas brasileiros de diversos gêneros com representantes da cena eletrônica. No line up, apresentações como Xerxes e João Paraíba + B Negão, Carlinhos Brown + DJ Dero, Elza Soares + Gustavo Tatá e DJ Robinho + Rogério Flausino.

O Skol Beats cresce também em tamanho físico - com a ocupação de mais 58 mil m2 - o que fará com que se estenda também para o Espaço da Aeronáutica e passe a ocupar uma área total de 167 mil m2, 53% a mais do que em 2004.

O line up traz 65 atrações, sendo várias inéditas como Faithless, Anthony Rother, Mylo e Michel de Hey. Estes são alguns dos DJs que se apresentarão no palco principal ? o Arena Skol Anhembi. Além de um novo nome, o palco também muda de lugar: vai para o setor de concentração do sambódromo.

Nas tendas, a novidade é a substituição da The End e Bugged Out pela BBC Radio One Essential Selection, que mixará house e tecno e receberá DJ's como Seb Fontaine, Pete Tong e Anderson Noise. Trechos dos sets de DJs como Pete Tong e Fergie serão transmitidos ao vivo pela rádio BBC de Londres. Na programação da emissora estão também entrevistas com atrações como Anderson Noise e Marky. A tenda Skol Club trará sets jamais vistos como Sasha & John Digweed.

Além das apresentações dos DJs, as tendas, o palco principai e o Pepsi X Electric contarão com apresentações de VJs como Visual Farm (Movement), Solaris (Radio One), Virtual (Skol Club), Bijari (Arena Skol Anhembi) e Spetto (Pepsi X Electric).

Os ingressos custarão R$ 70,00 nas compras antecipadas e R$ 90,00 no dia do evento. Estudantes pagam meia-entrada e o ingresso sai por R$ 35,00 e R$ 45,00 respectivamente.


CENOGRAFIA

A exemplo das edições anteriores, a sexta edição do Skol Beats terá uma cenografia especial. Inspirada na linha de comunicação que tem como tema "a festa mais contagiante do planeta", em que o "vírus" do mundo eletrônico ilustra a cenografia e promete transformar o Anhembi, com decoração temática e projeções de imagens desenvolvidas por VJs.



CONSUMO RESPONSÁVEL

Complementando o esquema de segurança, a Skol terá uma série de ações voltadas para o consumo responsável.

A marca oferece diversas opções de transporte até o evento. Estarão disponíveis para o público, linhas especiais de ônibus saindo dos terminais Barra Funda e Tietê. Para utilizar esses ônibus, os passageiros precisam apresentar o ingresso do evento e a carteira de identidade. Para quem preferir ir de táxi, a Skol fechou parceria com a Cooperativa "Central Rádio Táxi". As pessoas que solicitarem um carro para ir ao evento ganharão 10% de desconto na corrida de ida e volta. E, finalmente, para aqueles que preferirem ir de carro, o estacionamento do Complexo do Anhembi ficará aberto até as 18 horas do dia 17, permitindo que a pessoa volte para casa de táxi e só busque o carro mais tarde.

Pela primeira vez, o festival vai contar com a "Brigada do Carona", uma blitz que alertará de forma descontraída sobre o risco de beber e dirigir. A "Brigada" vai circular pelo evento fazendo piruetas e utilizando mega-fones para chamar a atenção do público. Os promotores convidarão algumas pessoas a andar sob uma grande tampinha de Skol Beats. Os convidados terão que andar sobre a seta circular da Skol com um pé atrás do outro, sem perder o equilíbrio. Quem passar no teste, ganhará um brinde-surpresa. Quem não passar, fará o teste do bafômetro e, caso o resultado indique que a pessoa não está apta a dirigir, os promotores colarão nela um adesivo com os dizeres "Vou de Carona" e ainda informarão sobre as alternativas de transporte disponíveis no evento.



LINE-UP GERAL DO EVENTO

ARENA SKOL ANHEMBI

16:00-17:00 DERO
17:00-18:00 VITOR LIMA
18:00-19:30 DJ DAN
19:30-20:30 ANTHONY ROTHER live
20:30-22:00 MICHEL DE HEY
22:00-23:00 MYLO live
23:00-00:00 MARI ZANDER
00:00-01:30 FAITHLESS live
01:30-04:30 ERICK MORILLO
04:30-06:00 MAU MAU
06:00-07:30 CHRIS LIEBING
07:30-09:00 RENATO COHEN



BBC RADIO 1 ESSENTIAL SELECTION

16:00-17:30 TIM TM
17:30-19:00 MAURICIO LOPES
19:00-20:30 FABRICIO PEÇANHA
20:30-22:30 SEB FONTAINE
22:30-00:30 PETE TONG
00:30-02:30 LAYO & BUSHWACKA !
02:30-04:00 ANDERSON NOISE
04:00-05:30 FERGIE
05:30-07:00 EDDIE HALLIWELL
07:00-08:00 MURPHY


SKOL CLUB

16:00-17:00 FLAVIO ZOGAIB
17:00-18:00 RICARDO GUEDES
18:00-19:30 BRUNO VIEIRA
19:30-21:00 GABO
21:00-00:30 HERNAN CATTANEO
00:30-06:30 SASHA & JOHN DIGWEED
06:30-08:00 LEOZINHO & RODRIGO PACIORNIK


MOVEMENT

16:00-17:30 - CRIS DB
17:30-19:00 - XRS
19:00-21:00 - HIGH CONTRAST
21:00-22:30 - AKI
22:30-00:00 - PATIFE
00:00-02:00 - ZINC
02:00-O4:00 - MARKY
04:00-05:30 - FRICTION
05:30-06:30 - KOLORAL
06:30-08:00 - ANDY
Stamina MC
MC Fats
Dynamite MC
Cleveland Watkiss


PEPSI X ELETRIC

16:00 - 16:30 ALL BEATS MIX - DJ CUCA
16:30 - 18:00 EDGAR SCANDURA + RENATO LOPES + MC GASPAR
18:00 - 19:30 BRUNO E PATRÍCIA MARX + BOCATO
19:30 - 21:00 DJ DOLORES + MR. CATRA
21:00 - 22:30 ZEGON E NUTZ + IGOR + DERRICK
22:30 - 00:00 CARLINHOS BROWN + DERO apresentam CANDYALL BEAT
00:00 - 01:30 XRS E JOÃO PARAÍBA + BNEGÃO
01:30 - 03:00 ELZA SOARES + GUSTAVO TATÁ
03:00 - 04:30 NEGO MOÇAMBIQUE + GERSON KING COMBO
04:30 - 06:00 DJ ROBINHO + ROGERIO FLAUSINO



SERVIÇO SKOL BEATS WEEK:

SKOL BEATS

DATA: 16 de abril
Horário: das 16h do dia 16 às 09h do dia 17

Local: Complexo do Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1209 - Parque Anhembi
Entradas: Portões 20, 26 e 30 (público).

Estacionamento Complexo do Anhembi: Rua Marechal Leitão de Carvalho, Portões 3, 4 e 5

Preço do estacionamento Complexo do Anhembi: R$ 14.00

Número de vagas no estacionamento do Complexo do Anhembi: 7 mil



VENDA DE INGRESSOS:

VALOR INGRESSOS ANTECIPADOS ? Até 15/04/05
Normal Antecipado: R$ 70,00
Estudante Antecipado: R$ 35,00


VENDA DIA DO EVENTO
VALOR INGRESSOS DIA DO EVENTO - 16/04/05

Normal: R$ 90,00
Estudante: R$ 45,00

PONTOS DE VENDA (INGRESSO FÁCIL) - HORÁRIOS DE ACORDO C/ ABERTURA DE CADA LOJA

LOJA - IPANEMA.COM (Rua Prudente de Moraes, 237 - Loja C - Bairro Ipanema - Rio de Janeiro - RJ)

1.4.05

Conexão NY

coluna :
CONEXÃO N.Y.
Paulo Grillo

CONEXÃO MIAMI!


Uma das coisas ruins de Nova York é o longo inverno. Essa fascinação que brasileiro tem por neve, acredite, passa, depois de umas duas ou três nevascas. Basicamente, contando com o outono - que já é frio - são seis meses de casaco, cachecol, ceroulas, e nada, nada mesmo de bermudas ou regatas. Para um brasileiro, quiçá um carioca, não tem jeito: é hora de escapar para a Flórida.


Miami é linda. É sofisticada, modernosa, colorida, dá a impressão de que é uma Barra da Tijuca com mais charme. A cidade é montada a partir de arranha-céus em versão tropical, seja pela arquitetura que privilegia os varandões, seja pelo colorido cítrico dos prédios. Miami é cheia de viadutos, vias-expressas, e, sim, até isso consegue ser bonito. Dirigir pela cidade dá a impressão de que se está em uma montanha russa, pois, assim, há lugares em que se vê como cinco auto-pistas, uma empilhada sobre a outra indo para direções diferentes.


A cidade é um balneário-metrópole/metrópole-balneário, assim como o Rio. Cariocas vão se sentir em casa. Agora, que é fim de inverno e início de primavera por lá, a moda continua sendo aquela nossa velha conhecida: bermudas, sungas, saias, shorts, tops, bonés, viseiras e óculos escuros. Talvez a diferença maior de Miami em relação ao Rio seja o desenvolvimento da cidade, tanto pela limpeza, arquitetura, quanto por aquela sensação de que do grosso de Nova York (como as grandes grifes e a praticidade das lojas de conveniência toda hora em todo lugar), tudo vai estar lá!


Miami Beach é o lugar para se ir, quando se pensa em tomar um solzinho. A atmosfera da cidade, diferentemente de Miami, é uma coisa entre Ipanema e Búzios: nada de vias-expressas, viadutos, arranha-céus. Só ruazinhas (todas de mão-dupla, uma praticidade que só), comércio ? assim como Búzios, super organizado e bonito ? e claro, o coração da cidade: South Beach.


Primeira coisa a se dizer da praia: traga a sunga sim, esqueça essa lenda de que nos Estados Unidos você vai parecer ridículo usando uma. Passeie pela Ocean Drive (a Vieira Souto de lá), e escolha seu point. Indo em direção a downtown você vai estar no Art Deco Center. A Farme de lá é a 12th St. Anote bem o número da rua, se algum dia vier com o intuito de conhecer uns gatinhos. Há muita gente bonita desfilando pelas areias, e, super interessante: assim como o clima de "melting pot" de Nova York, nas areias de Miami Beach você vai ver gente de todas as partes do mundo.


Na Washington Street fica o comércio, assim como muitos dos clubs e lounges. A noite é bem democrática: você vai ver aquele pub irlandês (Irish Pub), aquele club mais moderninho (Cro-Bar), uma boate inferninho tipo Copa (Madonna), e, claro, os bares e clubs gays.



Miami Beach é uma cidade um tanto quanto gay, no sentido de que se vê muitos meninos em clima de pegação (mais gays do que lésbicas). Em termos de night, entretanto, falta ainda um número maior de opções. No mainstream há somente dois bares/clubs para esse público: Score e Twist. É pouco! Score abre todos os seus ambientes somente às terças, sextas e sábados e o Twist, digamos, por ficar sendo a única opção na maioria dos dias e ainda de graça, junta todo mundo no mesmo lugar: dá aquela impressão que a casa quer faturar com a venda do bar, e esquece a importância de ter uma cara, um público certo. Também tem esse lance de, em cinco anos de clubbing, eu nunca ter visto uma boate tão escura: você não enxerga bem as pessoas.


Agora isso vai estragar seu programa? Claro que não! Pese os prós e os contras, e leve seus dólares pra soltar na mão do bartender, alugue um carro e vá a Fort Lauderdale (45 min de Miami) ? lá tem algumas opções como o Coliseum aos sábados (uma espécie de filial da X-Demente). Tente também planejar suas férias com antecedência pra pegar uma White ou Pool Party ? não pude conferir, mas é o que os locais dizem ser o "cream of the crop".


E assim, mais importante do que tudo isso: não se deixe levar pelo pensamento de que você foi a Miami quando era pequeno ? naquele roteirão de excursão de brasileiro ? e que por isso agora é hora de visitar um outro lugar. Miami pode ser a melhor opção: um segundo lar para os cariocas!