16.6.05

DJ LAB

DJ LAB
redação




O conhecimento de um DJ não termina quando ele aprende a mixar. Pelo contrário, está apenas começando. Mas a maioria dos cursos de DJs só fornece o fundamento da mixagem, deixando de lado os demais aspectos da profissão. Foi com o intuito de levar o conhecimento dos DJs além dos toca-discos que surgiuA o projeto do DJ LAB, seminário que ocorre nos dias 2 e 16 de julho em um auditório no Centro Empresarial Barrashopping.




Feras das pistas como Memê, Jonas Rocha, AJ Crypt, Alessandro Tausz, Tony Viegas passam suas experiências e falam sobre a importância de ter cultura musical, produzir seu próprio material, conhecer os recursos atuais e as novas tecnologias, e de criar uma identidade sonora própria como residente de clubs e programas de rádio. "Hoje eu vejo caras que saem dos cursinhos de DJ sem nenhuma noção de como encarar o mercado profissionalmente. São pessoas que sabem apenas mixar - mas isso é apenas o começo da caminhada para ser um DJ de verdade", explica André Gordirro, jornalista musical e coordenador do DJ LAB.



O participante do DJ LAB assiste a 14 horas de palestras, divididas em dois dias, com os seguintes temas: a produção musical e de remixes (Memê); tecnologias de produção musical (Alessandro Tausz); postura profissional e história da profissão DJ (André Gordirro); produção de eventos envolvendo vários DJs (AJ Crypt); a atividade complementar dos VJs (Sandro Menezes); criação de selo independente e apresentação ao vivo (Jonas Rocha); técnicas de performance (Marcelinho CIC); o papel do DJ nas rádios (Tony Viegas); e domínio do Final Scratch (Renato Bastos), a tecnologia que permite mixar arquivos MP3.



A programação completa está no site www.djlab.com.br. Lá também é possível fazer a matrícula online e garantir uma das 40 vagas para os seminários. Quem estiver entre os 20 primeiros inscritos terá direito a um curso de mixagem ministrado pelo DJ Tony Viegas (Jovem Pan) no estúdio da Tausz Music. "É uma chance para o DJ iniciante ter uma experiência completa, de saber tudo sobre a profissão, tirar suas dúvidas e também pilotar os toca-discos na prática", diz Gordirro.

* * *






Serviço:

DJ LAB
www.djlab.com.br
Centro Empresarial Barrashopping, dias 2 e 16 de julho, das 13 às 21h.

Matrícula: R$ 385,00 pelos dois dias, pagáveis em três vezes sem juros.
Informações: 3385-4588

www.djlab.com.br

9.6.05

KAMMY - EURO TOUR

KAMMY - EURO TOUR
Diário de bordo


Kammy - aka K-Milla - conta como está sua turnê na Europa! A Dj se apresentou inicialmente na Bélgica e Suécia. Foi destaque na Meganite Tour em Malta, no aniversário do Metro Club na Espanha e no famoso Rex Club em Paris.



O Início... Bélgica!

Minha chegada na Europa se deu de forma trânquila. Após 12 horas de vôo e mais 1 hora de carro cheguei na primeira cidade aonde eu tocaria, no dia 13 de maio. Aalst é uma cidade muito bonita no interior da Bélgica e se localiza nos arredores de Bruxelas aonde existe uma bela comunidade techno.

A festa que eu toquei se chama Session (www.session.be) e é um evento conhecido no país. Tem um clima muito intimista e sempre apresenta o melhor do underground. O núcleo constantemente leva grandes nomes do techno, tais como Miss Djax, Acid Junkies, Marco Bailey, entre outros famosos são nomes frequentes.

Esta data era muito especial pois seria a minha primeira festa na Europa e eu sabia que os belgas estavam muito ansiosos com a minha ida para lá. Graças a DEUS eles gostaram muito do meu trabalho e fui muito bem recebida por todos, com direito a flores e tudo mais. Com certeza não me esquecerei da minha primeira "Session".
Também tocou comigo o Tomaz (Intec/Switch) um dos mais famosos Djs da Bélgica, além de outros locais, com direito a palhinha do Dj Red Head que era um dos mais animados.



Bruxelas...

No sábado segui para Bruxelas aonde me apresentei no programa Switch da famosa rádio belga Studio Brussels. O programa é focado em techno e suas vertentes e tem transmissão para o país inteiro. Fiz um set alternando clássicos, de Underground Resistance à músicas intensas e características do meu set.

Neste mesmo dia soube que um dos meus maiores ídolos havia se apresentado poucas horas antes, Mr Dave Clarke, que fez um set para promover o seu novo trabalho "World Service 2".

Depois destas datas iniciais curti alguns dias em Bruxelas e aproveitei para conhecer a noite da cidade. Fomos eu e meu namorado ver o Dave Clarke na Fuse, para o lançamento oficial do seu novo CD. Foi espetacular e muito melhor que todas as outras vezes que eu o havia visto... "respect the man!".

Logo em seguida fomos na Projekt, um grande festival local (que é equivalente a Circuito no Brasil) aonde se apresentaram o querido Murphy, DJ Rush, Marco Nastic, Ben Sims, Wunsch e outros grandes nomes. A festa foi muito boa e bem produzida.



Paris...

De Bruxelas seguimos para Paris de trem numa viagem rápida e agradável. Chegando na cidade mais bela e romântica do mundo fomos direto pro Rex Club aonde o mago Jeff Mills se apresentou em plena quarta-feira na sua tour "Three Ages". Fez um set antológico, impecável e recheado de clássicos.



A caminho da Escandinávia ...

Passado alguns dias em Paris, embarquei para Estocolmo, na Suécia, aonde iria me apresentar no sábado dia 27 de maio. Com certeza foi uma das cidades mais lindas que eu conheci. As pessoas são muito educadas, prestativas e as coisas lá realmente funcionam, primeiro mundo de verdade!

Me apresentei numa casa noturna chamada Club Stockholm, um dos únicos a investir no Techno daquele país. Quem abriu a noite foi o David Rolseux, parceiro do produtor e Dj Cari Lekebusch. Assim que iniciei meu set, já senti a boa reação do público que respondeu bem as primeiras músicas com gritos e pulos, e assim permaneceram durante todo set. Gostei bastante da vibe sueca.

Fui obrigada a encerrar meu set às 4 da manha com o público ainda empolgado, mas como por lá tudo acaba cedo e o céu já estava claro (na Suécia essa época do ano o céu quase não escurece) tivemos que voltar para o hotel com o gostinho de ainda quero mais!


O que veio depois...

Kammy tocou no Rex Club, Paris, junto do americano Jay Denham. Depois passou pela Espanha, onde se apresentou no Metro Club ao lado de Trevor Rocklife, Dwachman e J. Hulkonen. E pra finalizar tocou na Meganite Tour, em Malta, ao lado de Mauro Picotto.

Ufa!

K-Milla se apresetará sábado no Chemical Music Festival, no Palco Smartbiz. Será sua primeira gig no Brasil depois da turnê européia... Tipo imperdível!



info: www.djkammy.com

24.5.05

6.4.05

Groove Attack

serviço / release :
GROOVE ATTACK

A maior festa indoor de phychedelic trance do país apresenta no Rio de Janeiro - Armazém 06 - Cais do Porto - três atrações internacionais

Live Act Dynamo, Lice Act Dynamic & Live Act Eskimo

Sexta - 08 de abril - 22h @ Armazém 06 - cais do porto





Depois do sucesso com a festa XXXperience, que reuniu no dia 12 de março cerca de 10 mil pessoas no Riocentro, a Directa Produções apresenta no dia 08 de abril, mais uma edição da badalada festa Groove Attack. Desembarcando no Rio de Janeiro com força total, a Groove Attack é considerada a maior festa indoor de Psy Trance do Brasil, reunindo sempre os melhores artistas internacionais da música eletrônica do gênero. A noite do dia 08 de abril, sexta-feira, contará com mais um line up de nomes mundialmente consagrados, como o DJ Junya - a.k.a Eskimo, que detonou a pista da edição especial da XXXperience no final de 2004 -, além do live act Dynamo (DJs Junya e Shay Elmakies) inédito no país com seus fantásticos efeitos excitantes e full on inigualável. Também estreando em terras brasileiras, estarão os DJs israelenses Bem Avital e Shay Elmakies, apresentando uma rica diversidade musical com seu live act Dynamic.

O Goove Attack tour 2005, que teve sua primeira edição deste ano em Campinas, ainda terá mais três edições até o final do ano na cidade maravilhosa. A festa já confirmou presença nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Paraná, num total de 10 edições na turnê desse ano, para alegria de os tranceiros de plantão! Em 2005, a Groove Attack atingirá outras regiões do Brasil, realizando sempre um intercâmbio com os melhores artistas internacionais, consolidando-se assim, como o maior projeto indoor de música eletrônica.


Atrações Internacionais



Live Act Eskimo

Estourou na cena em 2003, com o lançamento de seu álbum "Can You Pick Me Up?". DJ Junya, a.k.a ESKIMO, se destaca pela extravagância e excelência em suas produções, com efeitos sonoros mágicos, acompanhados de fantásticas técnicas eletrônicas. Seu último álbum, "Take A Look Out There" - 2004 - proporcionou notoriedade máxima ao artista, ficando numa posição invejável no ranking dos top DJs da cena trance mundial.

Live Act Dynamic

O projeto DYNAMIC, dos DJs israelenses Ben Avital & Shay Elmakies, conta com uma rica diversidade musical. Suas tracks, remixadas por grandes artistas como GMS e Alien Project, comprovam o talento emergente da dupla. Seu álbum "Dynamix", lançado em 2003, definiu o projeto como sendo a revelação do conceituado selo europeu Phonokol rec.

Live Act Dynamo

DJS Junya & Shay Elmakies, juntos pela primeira vez no Brasil, apresentam seu extraordinário live act com fantásticas produções, efeitos excitantes e um full on inigualável! Com certeza será mais um sucesso mundial. Em abril, o projeto lança seu primeiro álbum ?The Acid Daze? no mundo, pela Arcadia Music e no Brasil pela Trade Sound.


Confira o line up completo da Groove Attack no Rio de Janeiro


23h00 marcelo bpm - high end
01h00 DYNAMIC live act - Israel
02h30 feio - chemical crew
04h00 ESKIMO live act - Inglaterra
05h30 DYNAMO live act - Israel/Inglaterra
07h00 bishop - proton rec.


Directa - Há oito anos produzindo e-music

Há oito anos no mercado carioca de entretenimento, a DIRECTA PRODUÇÕES vem se firmando como a produtora responsável pela profissionalização da cena eletrônica carioca e nacional. Nomes como Paul Oakenfold (UK), Pete Tong (UK), Marco Lenzi (ITA), Laurent Garnier (FRA), Alien Project (ISR), Talamasca (FRA), Skazi (ISR), Void (ISR), Antidote (FRA), Afrika Bambaatta (EUA), Sven Väth (ALE), Space Tribe (UK) e Eskimo (ISR), entre outros, apresentarem-se no país em eventos produzidos pela Directa.

Sua última grande produção foi a festa XXXperience (Março de 2005), que reuniu cerca de 10 mil pessoas no Riocentro e teve o aval dos Poderes Públicos competentes e do Ministério Público Estadual de Justiça.


SERVIÇO


Local do Evento
Armazém 06 - cais do porto

Venda de Ingressos
Na hora: R$ 40,00 *


Pontos de Venda Autorizados
Rio de Janeiro

Chilli Beans: Rio Sul, Shopping da Gavea, Galeão, Ipanema 2000, Barra Shopping (loja e quiosque)
Mutatis M: Norte Shopping, Nova América, Carioca Shopping, Madureira Shopping
Trip Xik: Galeria River (Arpoador)
Inn Hype: Downtown (bl 03 / lj 124)
Posto BR Piraque: Lagoa

Niteroi
Chilli Beans: Shopping Plaza

Petropolis
Aqualung: Shopping Bauhaus
Zoando.net (24) 2242-1675

Barra Mansa
Volta Redonda - Habib´s: Pontual Shopping (24) 3348-9060

4.4.05

SKOL BEATS 2005

serviço :

SKOL BEATS 2005

Sexta edição do Skol Beats cresce em tamanho, conteúdo, duração e transforma-se na maior de todos os tempos


É hora de se preparar para o Skol Beats 2005. O evento, maior festival de música eletrônica da América Latina e um dos maiores do mundo, que será realizado no dia 16 de abril no Complexo do Anhembi, em São Paulo, chega à sua 6ª edição repleto de novidades. Com o mote "a festa mais contagiante do planeta", o evento espera receber, este ano, aproximadamente 60 mil pessoas.

A primeira grande novidade é que o festival expande seus limites de um só dia e distribui-se ao longo de uma semana com a Skol Beats Week - seis dias de atividades diurnas e noturnas com o carimbo de qualidade Skol Beats.

Outra grande inovação deste ano é o Pepsi X Eletric. Trata-se de um trio elétrico, ícone do carnaval brasileiro, que servirá como palco para a junção de artistas brasileiros de diversos gêneros com representantes da cena eletrônica. No line up, apresentações como Xerxes e João Paraíba + B Negão, Carlinhos Brown + DJ Dero, Elza Soares + Gustavo Tatá e DJ Robinho + Rogério Flausino.

O Skol Beats cresce também em tamanho físico - com a ocupação de mais 58 mil m2 - o que fará com que se estenda também para o Espaço da Aeronáutica e passe a ocupar uma área total de 167 mil m2, 53% a mais do que em 2004.

O line up traz 65 atrações, sendo várias inéditas como Faithless, Anthony Rother, Mylo e Michel de Hey. Estes são alguns dos DJs que se apresentarão no palco principal ? o Arena Skol Anhembi. Além de um novo nome, o palco também muda de lugar: vai para o setor de concentração do sambódromo.

Nas tendas, a novidade é a substituição da The End e Bugged Out pela BBC Radio One Essential Selection, que mixará house e tecno e receberá DJ's como Seb Fontaine, Pete Tong e Anderson Noise. Trechos dos sets de DJs como Pete Tong e Fergie serão transmitidos ao vivo pela rádio BBC de Londres. Na programação da emissora estão também entrevistas com atrações como Anderson Noise e Marky. A tenda Skol Club trará sets jamais vistos como Sasha & John Digweed.

Além das apresentações dos DJs, as tendas, o palco principai e o Pepsi X Electric contarão com apresentações de VJs como Visual Farm (Movement), Solaris (Radio One), Virtual (Skol Club), Bijari (Arena Skol Anhembi) e Spetto (Pepsi X Electric).

Os ingressos custarão R$ 70,00 nas compras antecipadas e R$ 90,00 no dia do evento. Estudantes pagam meia-entrada e o ingresso sai por R$ 35,00 e R$ 45,00 respectivamente.


CENOGRAFIA

A exemplo das edições anteriores, a sexta edição do Skol Beats terá uma cenografia especial. Inspirada na linha de comunicação que tem como tema "a festa mais contagiante do planeta", em que o "vírus" do mundo eletrônico ilustra a cenografia e promete transformar o Anhembi, com decoração temática e projeções de imagens desenvolvidas por VJs.



CONSUMO RESPONSÁVEL

Complementando o esquema de segurança, a Skol terá uma série de ações voltadas para o consumo responsável.

A marca oferece diversas opções de transporte até o evento. Estarão disponíveis para o público, linhas especiais de ônibus saindo dos terminais Barra Funda e Tietê. Para utilizar esses ônibus, os passageiros precisam apresentar o ingresso do evento e a carteira de identidade. Para quem preferir ir de táxi, a Skol fechou parceria com a Cooperativa "Central Rádio Táxi". As pessoas que solicitarem um carro para ir ao evento ganharão 10% de desconto na corrida de ida e volta. E, finalmente, para aqueles que preferirem ir de carro, o estacionamento do Complexo do Anhembi ficará aberto até as 18 horas do dia 17, permitindo que a pessoa volte para casa de táxi e só busque o carro mais tarde.

Pela primeira vez, o festival vai contar com a "Brigada do Carona", uma blitz que alertará de forma descontraída sobre o risco de beber e dirigir. A "Brigada" vai circular pelo evento fazendo piruetas e utilizando mega-fones para chamar a atenção do público. Os promotores convidarão algumas pessoas a andar sob uma grande tampinha de Skol Beats. Os convidados terão que andar sobre a seta circular da Skol com um pé atrás do outro, sem perder o equilíbrio. Quem passar no teste, ganhará um brinde-surpresa. Quem não passar, fará o teste do bafômetro e, caso o resultado indique que a pessoa não está apta a dirigir, os promotores colarão nela um adesivo com os dizeres "Vou de Carona" e ainda informarão sobre as alternativas de transporte disponíveis no evento.



LINE-UP GERAL DO EVENTO

ARENA SKOL ANHEMBI

16:00-17:00 DERO
17:00-18:00 VITOR LIMA
18:00-19:30 DJ DAN
19:30-20:30 ANTHONY ROTHER live
20:30-22:00 MICHEL DE HEY
22:00-23:00 MYLO live
23:00-00:00 MARI ZANDER
00:00-01:30 FAITHLESS live
01:30-04:30 ERICK MORILLO
04:30-06:00 MAU MAU
06:00-07:30 CHRIS LIEBING
07:30-09:00 RENATO COHEN



BBC RADIO 1 ESSENTIAL SELECTION

16:00-17:30 TIM TM
17:30-19:00 MAURICIO LOPES
19:00-20:30 FABRICIO PEÇANHA
20:30-22:30 SEB FONTAINE
22:30-00:30 PETE TONG
00:30-02:30 LAYO & BUSHWACKA !
02:30-04:00 ANDERSON NOISE
04:00-05:30 FERGIE
05:30-07:00 EDDIE HALLIWELL
07:00-08:00 MURPHY


SKOL CLUB

16:00-17:00 FLAVIO ZOGAIB
17:00-18:00 RICARDO GUEDES
18:00-19:30 BRUNO VIEIRA
19:30-21:00 GABO
21:00-00:30 HERNAN CATTANEO
00:30-06:30 SASHA & JOHN DIGWEED
06:30-08:00 LEOZINHO & RODRIGO PACIORNIK


MOVEMENT

16:00-17:30 - CRIS DB
17:30-19:00 - XRS
19:00-21:00 - HIGH CONTRAST
21:00-22:30 - AKI
22:30-00:00 - PATIFE
00:00-02:00 - ZINC
02:00-O4:00 - MARKY
04:00-05:30 - FRICTION
05:30-06:30 - KOLORAL
06:30-08:00 - ANDY
Stamina MC
MC Fats
Dynamite MC
Cleveland Watkiss


PEPSI X ELETRIC

16:00 - 16:30 ALL BEATS MIX - DJ CUCA
16:30 - 18:00 EDGAR SCANDURA + RENATO LOPES + MC GASPAR
18:00 - 19:30 BRUNO E PATRÍCIA MARX + BOCATO
19:30 - 21:00 DJ DOLORES + MR. CATRA
21:00 - 22:30 ZEGON E NUTZ + IGOR + DERRICK
22:30 - 00:00 CARLINHOS BROWN + DERO apresentam CANDYALL BEAT
00:00 - 01:30 XRS E JOÃO PARAÍBA + BNEGÃO
01:30 - 03:00 ELZA SOARES + GUSTAVO TATÁ
03:00 - 04:30 NEGO MOÇAMBIQUE + GERSON KING COMBO
04:30 - 06:00 DJ ROBINHO + ROGERIO FLAUSINO



SERVIÇO SKOL BEATS WEEK:

SKOL BEATS

DATA: 16 de abril
Horário: das 16h do dia 16 às 09h do dia 17

Local: Complexo do Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1209 - Parque Anhembi
Entradas: Portões 20, 26 e 30 (público).

Estacionamento Complexo do Anhembi: Rua Marechal Leitão de Carvalho, Portões 3, 4 e 5

Preço do estacionamento Complexo do Anhembi: R$ 14.00

Número de vagas no estacionamento do Complexo do Anhembi: 7 mil



VENDA DE INGRESSOS:

VALOR INGRESSOS ANTECIPADOS ? Até 15/04/05
Normal Antecipado: R$ 70,00
Estudante Antecipado: R$ 35,00


VENDA DIA DO EVENTO
VALOR INGRESSOS DIA DO EVENTO - 16/04/05

Normal: R$ 90,00
Estudante: R$ 45,00

PONTOS DE VENDA (INGRESSO FÁCIL) - HORÁRIOS DE ACORDO C/ ABERTURA DE CADA LOJA

LOJA - IPANEMA.COM (Rua Prudente de Moraes, 237 - Loja C - Bairro Ipanema - Rio de Janeiro - RJ)

1.4.05

Conexão NY

coluna :
CONEXÃO N.Y.
Paulo Grillo

CONEXÃO MIAMI!


Uma das coisas ruins de Nova York é o longo inverno. Essa fascinação que brasileiro tem por neve, acredite, passa, depois de umas duas ou três nevascas. Basicamente, contando com o outono - que já é frio - são seis meses de casaco, cachecol, ceroulas, e nada, nada mesmo de bermudas ou regatas. Para um brasileiro, quiçá um carioca, não tem jeito: é hora de escapar para a Flórida.


Miami é linda. É sofisticada, modernosa, colorida, dá a impressão de que é uma Barra da Tijuca com mais charme. A cidade é montada a partir de arranha-céus em versão tropical, seja pela arquitetura que privilegia os varandões, seja pelo colorido cítrico dos prédios. Miami é cheia de viadutos, vias-expressas, e, sim, até isso consegue ser bonito. Dirigir pela cidade dá a impressão de que se está em uma montanha russa, pois, assim, há lugares em que se vê como cinco auto-pistas, uma empilhada sobre a outra indo para direções diferentes.


A cidade é um balneário-metrópole/metrópole-balneário, assim como o Rio. Cariocas vão se sentir em casa. Agora, que é fim de inverno e início de primavera por lá, a moda continua sendo aquela nossa velha conhecida: bermudas, sungas, saias, shorts, tops, bonés, viseiras e óculos escuros. Talvez a diferença maior de Miami em relação ao Rio seja o desenvolvimento da cidade, tanto pela limpeza, arquitetura, quanto por aquela sensação de que do grosso de Nova York (como as grandes grifes e a praticidade das lojas de conveniência toda hora em todo lugar), tudo vai estar lá!


Miami Beach é o lugar para se ir, quando se pensa em tomar um solzinho. A atmosfera da cidade, diferentemente de Miami, é uma coisa entre Ipanema e Búzios: nada de vias-expressas, viadutos, arranha-céus. Só ruazinhas (todas de mão-dupla, uma praticidade que só), comércio ? assim como Búzios, super organizado e bonito ? e claro, o coração da cidade: South Beach.


Primeira coisa a se dizer da praia: traga a sunga sim, esqueça essa lenda de que nos Estados Unidos você vai parecer ridículo usando uma. Passeie pela Ocean Drive (a Vieira Souto de lá), e escolha seu point. Indo em direção a downtown você vai estar no Art Deco Center. A Farme de lá é a 12th St. Anote bem o número da rua, se algum dia vier com o intuito de conhecer uns gatinhos. Há muita gente bonita desfilando pelas areias, e, super interessante: assim como o clima de "melting pot" de Nova York, nas areias de Miami Beach você vai ver gente de todas as partes do mundo.


Na Washington Street fica o comércio, assim como muitos dos clubs e lounges. A noite é bem democrática: você vai ver aquele pub irlandês (Irish Pub), aquele club mais moderninho (Cro-Bar), uma boate inferninho tipo Copa (Madonna), e, claro, os bares e clubs gays.



Miami Beach é uma cidade um tanto quanto gay, no sentido de que se vê muitos meninos em clima de pegação (mais gays do que lésbicas). Em termos de night, entretanto, falta ainda um número maior de opções. No mainstream há somente dois bares/clubs para esse público: Score e Twist. É pouco! Score abre todos os seus ambientes somente às terças, sextas e sábados e o Twist, digamos, por ficar sendo a única opção na maioria dos dias e ainda de graça, junta todo mundo no mesmo lugar: dá aquela impressão que a casa quer faturar com a venda do bar, e esquece a importância de ter uma cara, um público certo. Também tem esse lance de, em cinco anos de clubbing, eu nunca ter visto uma boate tão escura: você não enxerga bem as pessoas.


Agora isso vai estragar seu programa? Claro que não! Pese os prós e os contras, e leve seus dólares pra soltar na mão do bartender, alugue um carro e vá a Fort Lauderdale (45 min de Miami) ? lá tem algumas opções como o Coliseum aos sábados (uma espécie de filial da X-Demente). Tente também planejar suas férias com antecedência pra pegar uma White ou Pool Party ? não pude conferir, mas é o que os locais dizem ser o "cream of the crop".


E assim, mais importante do que tudo isso: não se deixe levar pelo pensamento de que você foi a Miami quando era pequeno ? naquele roteirão de excursão de brasileiro ? e que por isso agora é hora de visitar um outro lugar. Miami pode ser a melhor opção: um segundo lar para os cariocas!

31.3.05

ELECTRO HYPE FAIR

release / serviço :
ELECTRO HYPE FAIR
MEGA-FEIRA DE MÚSICA, MODA, TENDÊNCIAS E COMPORTAMENTO DÁ INÍCIO À "SKOL BEATS WEEK"!


Depois do recorde de público (45 mil pessoas) registrado na edição 2004 do Skol Beats, que trouxe estrelas como Basement Jaxx, Fischerspooner, Richie Hawtin e Derrick Carter ao país, veio a pergunta: como o maior festival da América Latina e um dos maiores do mundo poderia superar as expectativas de seu público nesta nova edição?

A resposta é simples, porém muito ousada. A partir de 2005, quando chega à sua sexta edição, o Skol Beats expande os limites da tradicional festa de um dia só e se pulveriza no calendário da cidade de São Paulo ao longo de uma semana. É isso aí! A partir deste ano, acontece a Skol Beats Week, uma semana inteira de atividades noturnas e diurnas que virão com o carimbo de qualidade Skol Beats.

E a maior novidade desta semana agitadadíssima é a Electro Hype Fair, megafeira que reunirá de forma inédita no Brasil, tudo o que há de mais bacana no mercado da música eletrônica e da cultura que o envolve. Trata-se do primeiro evento no calendário nacional a concretizar uma reunião de tendências, comportamento e indústria no mesmo espaço físico. O investimento que está sendo feito pela B/ Ferraz, organizadora do evento, é pesado, e a intenção é atrair uma média de 8 mil pessoas por dia, passeando pelo Palácio das Convenções do Anhembi, onde será montada a feira.

A idéia é fazer da Electro Hype Fair um ponto de encontro pra pessoas que buscam o que há de mais legal no universo que entorna o "mundo DJ". E a feira já nasce ousada, reunindo centenas de marcas expositoras, representando ícones da música, informação, estilo, moda, tecnologia e cultura, além de uma área mais técnica, voltada a profissionais das áreas de som, iluminação, vídeo e produção de música, através de palestras e worksops assinados pelo BMC (Brazil Music Conference).

A Electro Hype Fair terá aproximadamente 2.600 metros quadrados de estandes divididos entre equipamentos de tecnologia, telefonia, reprodutores de MP3s, informática, moda, estilo, body art, imagem digital e equipamentos para DJs, além de lojas de discos, cabeleireiros, restaurantes descolados, bares e uma área reservada para lounges de casas noturnas, sites de música eletrônica e revistas especializadas. Além das lojinhas e corners onde será possível ver feras da música eletrônica demonstrando equipamentos novíssimos, o visitante também vai poder comprar de vinis a CDs, de iPods a toca-discos, de camisetas a tênis.

A área de moda é um dos pontos fortes da Electro Hype Fair. Sob coordenação de Beto Lago, criador do Mundo Mix e uma das figuras mais tarimbadas no assunto, estarão reunidas no evento as marcas top do street wear brasileiro.

Ou seja, para quem gosta de música eletrônica, moda e comportamento de vanguarda, não vai ter lugar mais legal pra estar na semana de 9 a 16 de abril, quando a feira acontece.

Se você já ligou à Electro Hype Fair a outras feiras conhecidas mundo afora, como a Winter Music Confere, de Miami, está no caminho certo. "O formato da EHF mistura um pouco do que acontence no WMC, que tem um conteúdo de palestras e workshops muito forte, com o lado da indústria, que é tão bem representado, por exemplo, na SIB, que acontece em Rimini, na Itália. Somada a esta inspiração está o nosso conhecimento daquilo que funciona e do que não funciona no Brasil", diz Bazinho Ferraz, diretor-presidente da B/Ferraz, agência que está por trás da organizaçao do evento. "Demos uma cara local à feira, que será um misto de consumo, comportamento, cultura, festa e gadgets, tudo isso sob a ótica da música eletrônica. Já era hora de ter algo assim no Brasil. O mais legal é que a Electro Hype Fair tem toda essa novidade, mas está sob o guarda-chuva de uma marca estabelecida, que é o Skol Beats. É perfeito!", completa Bazinho.

Para matar a curiosidade de quem adoraria entender um pouco mais sobre a profissão DJ haverá na área da feira o Beats Lab, uma espécie de laboratório express que pretende mostrar, através da projeção de filmes, cenas que ajudarão a entender a cultura disc-jóquei. O Beats Lab é gratuito para todos os pagantes da Electro Hype Fair e será coordenado pela escola de DJs Groove Art.

E a feira ainda terá duas exposições permanentes totalmente ligadas à cultura de pista. A primeira é a Beats Foto, mostra de fotografias cujo tema é "club culture", de autoria de Fábio Mergulhão, um dos nomes mais atuantes na cobertura de música eletrônica do país.

A outra mostra é a Flyer Story, que pretende contar a história da cultura de pista de São Paulo através de flyers. As filipetas datam do final dos anos 50 e chegam até os dias de hoje.

O encerramento diário da Electro Hype Fair será marcado por showcases de selos fonográficos brasileiros especializados em música de vanguarda. Até agora, já estão confirmadas as participações da Bizarre Music, Trama e Segundo Mundo. Os shows vão tomar conta do palco Showcase, que será montado no Auditório Elis Regina, sempre de 20h30 até as 22h, quando a feira encerra as atividades.

A maratona Electro Hype Fair começa dia 8 de abril, apenas para convidados. Abre ao público dia 9 e estará em funcionamento nos dias 10, 13, 14, 15 e 16 (dia do Skol Beats).

Por último, mais uma notícia bacana: "A intenção é que o evento seja anual e entre no calendário oficial da cidade de SP", diz Bazinho.


Brazil Music Conference

Assim como aconteceu no ano passado, quando levou ao Skol Beats um caráter mais técnico, o BMC (Brazil Music Conference) volta a comandar a área de workshops e palestras, agora dentro da Electro Hype Fair.

Com o intuito de aproximar as diversas vertentes da música de pista e fortalecer a indústria fonográfica, o BMC (do DJ Iraí Campos) organizou uma grade de palestras, debates e workshops com os melhores profissionais do mercado brasileiro, além de alguns palestrantes gringos, que estarão participando do Skol Beats. A participação nos eventos do BMC é paga à parte (R$ 50 por dia).


SERVICO:

ELECTRO HYPE FAIR

Local: Palácio das Convenções do Anhembi
Abertura: dia 8 (somente para convidados)
Funcionamento: dias 9, 10, 13, 14, 15 de abril, das 13h às 22h;
Dia 16 de abril (dia do Skol Beats), das 14h às 20h
Preços: de R$ 7,50 (estudante) a R$ 15
Pacote (5 dias de feira): de R$ 25 (estudante) a R$ 50

Atenção: o ingresso do Skol Beats dá direito à entrada na Electro Hype Fair somente no dia 16/4.




clique para ver a planta maior
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28.3.05

MO'HORIZONS

CD - MO'HORIZONS ? "and the new bohemian freedom"
: promoção






Em parceria com a OUVERTRONIC (www.ouver.com.br), o Cena Carioca vai sortear CDs e DVDs nas próximas semanas...

O primeiro CD é o "and the new bohemina freedom", do MO'HORIZONS.
Depois da jogação do feriado, boa música para relaxar e receber os amigos num chill in...


***



SAIBA MAIS...

O Mo'Horizons é formado pelos produtores e DJ?s Ralf Droesemeyer e Mark "foh" Wetzler - ambos de Hannover. Ralf é bem conhecido por causa do seu trabalho de produtor com os artistas Cunnie Williams e Randy Crawford, entre outros. Mark (DJ foh) é um dos mais requisitados na Alemanha. Há quatro anos eles que eles são conhecidos em todo mundo como inovadores da música eletrônica.

Os dois primeiros singles do Mo'Horizons, "Yes Baby Yes" e "Foto Viva", se tornaram clássicos de downtempo/nu-jazz. Os dois singles fizeram enorme sucesso nos DDC - German Dance Charts, e "Foto Viva" vem sendo incluído em mais de trinta compilações mundo a fora - inclusive nos projetos do rei italiano de latinbossa, Nicola Conte.

Num curto prazo, o Mo'Horizons passou a tocar com grande destaque nas casas noturnas alemães e de outros paises europeus, e o single "Alive Tonight", do seu segundo álbum, chegou ao primeiro lugar dos DDC - German Dance Charts. Os sons, diversos, estão agora incluídos em várias trilhas sonoras e campanhas de publicidade como as da Ikea, Viva, Renault e Kia Motors.

Nos últimos dois anos, o Mo'Horizons realizou turnês internacionais com vários músicos, tocando ao vivo. Os shows fizeram enorme sucesso na Europa, América do Sul, e Austrália.

No final de 2003, o Mo'Horizons voltou a estúdio para gravar mais um projeto que supera as fronteiras da musica eletrônica. O seu terceiro álbum, "and the new bohemian freedom", foi um dos lançamentos mais renomados de música eletrônica na imprensa e nas casas noturnas da Europa - inclusive o single "Gonna Be", que foi lançado junto com o primeiro video-clip da banda.


*****


PROMOÇÃO

Para ganhar um CD do Mo'Horizons envie um email para promo@cenacarioca.com.br
com seu NOME + RG + EMAIL VÁLIDO.

O CDs serão retirados em algum ponto no Rio.

A promoção termina na quinta, 31 de março.

PARTICIPE!

15.3.05

E-JOY

E-JOY

Ana PaulaDJ Ana Paula explode também em São Paulo! Conhecidíssima pela sua residência na festa X-Demente, a DJéia leva seu carisma para a label party paulistana E-Joy, dos produtores Ricky Mastro e Rodrigo Zanardi.

A E-Joy foi o primeiro selo de festas a surgir na cidade em 2003 e foi onde o DJ João Neto começou a tocar. No ano seguinte várias labels apareceram entre elas a famosa Toy do produtor André Almada. Justamente em 2004 os produtores da festa não produziram nenhuma edição da festa.

Somente em Janeiro de 2005, a E-Joy voltou a ser produzida. Os produtores já tinham ouvido o som da DJ Ana Paula nas X-demente do Rio e acreditaram que a cidade precisava de mais um DJ com o carisma e talento da carioca.

pista bombandoA primeira edição foi um sucesso e conseguiu reunir quase mil pessoas. O DJ Mauro Borges que virou lenda na década de 90 com o seu clube Massivo abriu a festa, deixando a pista para lá de agitada para a DJ.

Ana fez um set afinadíssimo e os produtores resolveram chamar de novo a DJ para a edição de fevereiro. Com um plano de mídia para lá de ousada a festa conseguiu atingir até os jornais Estado de São Paulo e Folha de São Paulo.

Na segunda edição, Ana já pegou a pista bombando. Ela entrou quase as duas da manhã e por volta das três quase mil e trezentas pessoas estavam no galpão que acontecia a festa. Por todo o canto se viu meninos lindos empolgadíssimos com seu set.

A E-Joy terá tours pelo país e a primeira viagem acontece no dia 25, em Florianópolis. Recife e Fortaleza também já estão nos planos dos meninos e a próxima edição paulistana também promete.

Joy boys!



Redação

9.3.05

XXXperience

ARE YOU XXXPERIENCED?

A edição carioca da XXXperience, a maior e mais premiada festa de trance music do Brasil, acontece no próximo dia 12 de março, às 22 horas, no RIOCENTRO.





O local escolhido para o evento não poderia ser mais apropriado: são 20 mil m2 de área verde, com estacionamento interno e segurança especializada. O line up da festa conta com nove DJs, incluindo as atrações internacionais Oforia, Hallucionogen e Atmos. Além da pista de dança, com ambientação visual da xxxpsychedecor, o público do evento, estimado em 12 mil pessoas, terá a sua disposição um área de alimentação e um chill out para recarregar as energias.





Atrações internacionais


Oforia - live act


Fã do samba e futebol brasileiro Ofer Dikovsky aka Oforia foi o primeiro artista de trance israelense a se consagrar fora de seu país, quando lançou seu primeiro álbum pela gravadora inglesa Dragonfly. Entre groovys, riffs de guitarras, baterias, melodias, sons metálicos, Ofer já produziu centenas de músicas o que resultou no lançamento de 4 álbuns solo e a presença de suas tracks em várias compilações. O conceito de seu trabalho é resgatar as técnicas pioneiras de sua carreira encaixando o trance aos moldes contemporâneos.

Atmos - live act

O sueco Tomasz Balicki decidiu produzir suas próprias músicas em 1996. Suas influências do mundo do rock, como JM Jarre e Pink Floyd, rapidamente fizeram dele um produtor de sucesso. O projeto Atmos explora as variáveis do trance e vai além das expectativas e técnicas musicais, uma hipnotizante massagem auditiva. Atmos estourou com seu single 'Klein aber Doktor' que na Alemanha é considerado um clássico da música eletrônica. Seu primeiro álbum ?Headcleaner? ajudou a despertar o movimento trance em toda Escandinávia. Considerado um produtor famoso, Tomasz lançou várias tracks em diversos selos e um CD mix em Israel. Possui outro projeto ? Echölab, produzido com sons mais leves e flutuantes, requisitado para festas indoor. Ultimamente é comparado com famosos DJs como Paul Oakenfold, John 00 Fleming e Jimmy Van M. Lançou recentemente seu segundo álbum ?2nd Brigade?pela Spiral Trax.


Hallucinogen - live act

Hallucinogen aka Simon Posford é o pioneiro da música eletrônica, o fundador da cena psy - trance. Após o lançamento de seu primeiro álbum "Twisted", Simon criou um novo gênero musical. Nada chega perto da riqueza de emoções e experiências ao ouvir seu som. Em suas produções percebe-se nitidamente os efeitos sonoros viajantes e as sutilezas de suas variações musicais, produzidos minuciosamente, caracterizados pelo seu grande talento baseado em Pink Floyd, uma de suas maiores influências.

Confira o line up completo da XXXperience no Rio de Janeiro

22 h > Matera
00 h > Marcelo BPM
01 h > OFORIA / live act
02 h > Feio
04 h > Sculpture / live act
05 h > HALLUCINOGEN / live act
06 h > Rica Amaral
08 h ATMOS / live act
09 h SIMON POSFORD / dj set.



Local do evento
O Riocentro fica na Av. Salvador Allende, 6555 ? Barra da Tijuca.


Venda de Ingressos

· Antecipados promocionais (até sábado, 05 de março: R$ 40,00*).
· Preço não promocional: R$ 80,00.

* O ingresso só será válido mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, na entrada do evento.



Pontos-de-venda credenciados

· Chilli Beans: Rio Sul, Shopping da Gávea, Norte Shopping, Ipanema 2000, Barra Shopping

· Mutatis M: Norte Shopping, Shopping Nova América, Carioca Shopping, Madureira Shopping

· Trip Xic: Galeria River (Arpoador)

· Inn Hype: Shopping Downtown

· Posto BR Piraquê: Lagoa

Ingressos ONLINE
www.soundshop.com.br (O ingresso é entregue no endereço do cliente)

* Cheques e cartões de crédito não serão aceitos.





ENTREVISTA HALLUCINOGEN


Quando e como começou sua carreira como DJ?

Eu sempre amei música a minha vida toda. Fiz parte de várias bandas na escola mas nunca bandas eletrônicas. Eu não conseguia escutar a alma da música eletrônica. Até que um dia numa festa o L.S.D bateu e tudo mudou. Desde então eu não queria mais escutar cantores gritando as dores de amores perdidos. Eu quis escutar e sentir estranhos sons e texturas alienígenas que eu nunca imaginei que existiam e aquilo mexeu com uma parte do meu cérebro que eu nunca usei antes? e continua mexendo até hoje. Minha carreira começou quando eu consegui um emprego nos estúdios Virgin, como assistente do engenheiro de som e tive a chance de trabalhar com os melhores profissionais do ramo no planeta. Mas eu estava infeliz porque eu me dedicava tanto que perdi a minha vida social e qualquer chance de fazer minha própria música, o que eu sempre tinha feito. Foi frustrante não poder tocar com a minha banda. Quando Youth (que toca baixo no ?Killing Joke?) me ofereceu trabalho no estúdio dele, o qual se tornaria o renomado ?Butterfly Sstudios?, eu agarrei a chance?.Neste estúdio eu escrevi minha primeira faixa ?Hallucinogen?, depois desta ser bem recebida pelo público eu comecei a criação do álbum ? Twisted?, que foi parar no chart de álbuns na França. Mais a frente eu deixei a Butterfly e comecei a ?Twisted Records?. Logo depois lancei meu segundo álbum Hallucinogen, ?The lone deranger?. Desde então eu tenho me divertido com as participações especial de artistas diversos, Hoje em dia eu estou mais preparado para trabalhar com outras pessoas como Hallucinogen... Talvez eu não seja mais o controlador que era antes, e estou preparado para deixar outras pessoas brilharem!


Algum ídolo nacional e internacional?

Bill Hicks é um ídolo que surge na mente...

Qual o conceito de seu trabalho?

hummm... ?Divirta-se o tempo todo, TODO o tempo!? ?

Onde gravou e em que condições?

Eu tenho um estúdio em casa e faço todo meu trabalho lá?normalmente durante a noite.

Qual sua faixa predileta? Por quê?

Minha faixa predileta que eu mesmo fiz é 'Day turned to Night' ... Depois de terminá-la, eu senti dentro do meu coração que eu tinha feito um ótimo trabalho. Minha faixa predileta do Hallucinogen é ?Deranger?, uma faixa bem psicodélica.

Quantas vezes já esteve no Brasil?

Só uma...

Quais as principais lembranças que tem do Brasil?

As principais memórias são da comida, açaí, acerola, sucos, praias de areia branca e água de coco? A beleza do Arraial D?Ajuda durante a noite, com velas e lanternas acesas... mulheres lindas? a amigável e relaxante energia das pessoas.


Onde já se apresentou e com que artistas importantes?

Eu toquei com as maiores bandas de trance durantes todos estes anos, em vários lugares por todo o mundo...da GMS e Infected Mushroom no Japão, até DJ tiesto em
Israel.

Reside em algum clube ou festa?

Não?eu prefiro ficar dando voltas no globo.

Primeiro passo para o sucesso?

Intenção...

29.12.04

ENTREVISTA _ FÁBIO MONTEIRO

POR TRÁS DA CENA _ fábio monteiro
_ entrevista
_ Por Andre Garça


ELE É "O CARA" DA NOITE CARIOCA!


Fábio Monteiro é quase um mito na cena. Os mais novos olham com curiosidade. Os amigos o chamam de Fabinho. Por trás da figura calma, serena e misteriosa está um dos mais respeitados empresário de festas no Rio. Muitos se aproximam, poucos ficam. Os anos de noite o fizeram ser mais reservado... Sua casa é seu templo. Sua noite, suas festas.

Em 93, formado em Desenho Industrial e dono de uma confecção, Fábio Monteiro começou a fazer festas com sua amiga, Valéria Braga. Nascia ali a VALDEMENTE, ícone de uma geração. De lá pra cá, muita coisa mudou: a parceria acabou, brigas de egos, concorrência acirrada, novas locações, mudanças de djs... Mas uma coisa é certa: A X-Demente é hoje a principal festa de house que temos no Rio.

Sua pista é sempre animada, bonita, com várias turmas e muitas barbies. A "X" é referência internacional, fazendo festas históricas no final do ano e no carnaval. Já trouxe DJs renomados como: Paul Oakenfold, Peter Rauhofer, Billy Carrol, Tony Moran, Kimberly S., Brett Henrichsen, só para citar alguns.

Confira o bate-papo que tivemos com "O cara":


CC - QUAL FOI SUA MAIOR MOTIVAÇÃO PARA COMEÇAR A FAZER FESTAS?

Desde que fui morar sozinho, aos 19 anos, minha casa sempre foi uma festa todos os finais de semana. Isso antes mesmo de dar a minha primeira volta ao mundo, aos 20 anos, e ver o que acontecia lá fora. Quando voltei já estava com a cabeça aberta de vez e me guiando à partir de outras referências que não do mundinho aqui na época, onde ninguém podia ser visto entrando numa boite gay. No que chamam a VALDEMENTE zero, que foi o aniversário da Val na minha casa, contei de manhã 23 buracos de cigarro no carpete, além de receber um abaixo assinado cujo objetivo era a minha expulsão do prédio. Imagine como foi a ferveção!? Só para os curiosos, moro no mesmo endereço até hoje. Ainda me lembro quando acabou a bebida no meio da festa e sai com a Val no seu "dodjão" (Dodge). Naquela hora eu perguntei pra ela: "Vamos fazer uma outra festa em um lugar maior?". Foi assim que tudo começou...


CC - A VALDEMENTE COMEÇOU EM 93. 11 ANOS DEPOIS, O QUE MUDOU?

A VALDEMENTE, apesar da geração mais nova e atual talvez não saber, foi na época um marco em todos os sentidos: comportamento, atitudes, preconceito e influência na moda. Após muitas capas e entrevistas em jornais, o underground - e o que hoje também é considerado gay - chegou as beiras de virar mainstream. A ValDemente durou dois anos e meio. Onze anos depois (apesar de meio tímido, vou falar): a cena hoje, principalmente no Rio, é muito mais livre e menos preconceituosa e, os antes considerados meio que outsiders, são não só mais aceitos, mas respeitados pelo estilo de vida. Falando tecnicamente, a festa é outra história! A tecnologia junto com a minha exigência cresceu em termos de luz, som, decoração, técnica e etc. Fico feliz em ver essa garotada nova que chega na festa pela primeira vez, aos 20 anos, e se surpreende muito ao encontrar esse "prato" já pronto para se deleitar. Agradeço ao Cena Carioca a oportunidade de falar sobre esse background para que essa historia não fique perdida no tempo.


CC - VOCÊ AINDA FALA COM A VALÉRIA BRAGA?

A última vez que vi a Val foi na minha festa há uns três anos. Ela é uma pessoa doce e querida, mas infelizmente ela era o carro chefe na época (até porque eu não gostava de aparecer e sim de produzir) e não conseguiu segurar a onda do assédio. Não temos mágoas. Pelo pouco que sei ela mora em fortaleza com seu bofe e não quer saber mais do passado.


CC - QUAL O SEGREDO DO SUCESSO? O QUE A X TEM QUE AS OUTRAS FESTAS NÃO TÊM?

É obvio que segredo é segredo!!! Mais pelo que me conheço, peco pelo capricho, além de ser eu mesmo quem cria os cenários, e estimulo a equipe a usar novos equipamentos, além de driblar a concorrência (o que já estou acostumado faz tempo). Posso contar apenas parte do segredo: É não ser egocêntrico e respeitar o gosto do que é novo, mesmo que as vezes você não o tenha entendido. O público também manda.


CC - O QUE FALTA NA CENA NORTUNA DO RIO?

O que falta é toda essa mudança entrar na cabeça dos que "mandam no rio" (entendam como quiser). A beleza da cidade mais a beleza dos cariocas e seu jeito único de ser (olha que já viajei bastante), por incrível que pareça ainda passa desapercebido pelos que mandam nessa cidade. O Rio não deve nada - e porque não falar - até ensina muita coisa às metrópoles mais divertidas e conhecidas do mundo. Os mais antenados lá de fora têm o Rio marcado na sua agenda de viagens anualmente (sem exageros).


CC - QUAL A DIFERENÇA ENTRE A BARBIE DE HOJE E A DE ONTEM?

Barbie é coisa do passado. Isso era uma brincadeira entre amigos que foi descoberta pela imprensa em janeiro de 94. Mais se for para traduzir numa linguagem atual, quer dizer, é que o sentido é o mesmo. Ser homossexual não é ser bichinha nem rodar bolsinha. Pode ser coisa de homem mesmo! Quem quiser saber mais detalhes dessa época e outras coisitas, indico o livro "Babado Forte", da Érika Palomino.


CC - VOCÊ FREQUENTEMENTE TRAZ DJS INTERNACIONAIS PARA TOCAR NAS FESTAS. QUAL FOI A EXPERIENCIA MAIS BACANA E QUAL FOI O DJ QUE NÃO SUPEROU A EXPECTATIVA?

Por superstição, prefiro não falar de coisas negativas. Então respondendo a sua pergunta, quem me surpreendeu mais foi o Paul Oakenfold, que caiu nas minhas mãos de graça, por incrível que pareça, apesar de na época já ser o número 1 do mundo. Não sou tranceiro, mas ele arrebatou a multidão que dançou na Fundição até o meio dia. Até os que torciam o nariz eu vi lá.


CC - QUAL SEU CLUB CARIOCA PREFERIDO?

É chato ter que falar isso, mas para os que me conhecem não é surpresa. Saio pouco e gosto mesmo (fora as minhas festas) é de estar na casa de amigos e de um bom bate papo. Apesar disso, é óbvio que sei quem é quem e admiro o trabalho de alguns, que são poucos. Se for pra falar sobre isso só diria uma coisa: o que muda tudo é uma palavra que se chama atitude!


CC - HOUVE UMA TENTATIVA DE FAZER UMA NOITE SEMANAL DA X NUM CLUB, NO JOCKEY, MAS NÃO EMPLACOU. O QUE VOCÊ ACHA QUE SAIU ERRADO?

Naquela época eu andava meio nublado. Pra ganhar você também tem que saber apostar e saber a hora de recuar.


CC - A SUA FESTA TEM ALTERNADO ENTRE DUAS LOCAÇÕES INCRÍVEIS: FUNDIÇÃO PROGRESSO E MARINA DA GLÓRIA. QUAL O SEU PREFERIDO E POR QUÊ?

Amo os dois. Um é o inverso do outro. É como a noite e o dia. A diversidade agrada a todos.


CC - FALE UM POUCO DAS FESTAS QUE VÃO ROLAR NO REVEILLON (30/12 E 01/01). QUAIS AS NOVIDADES? DJS?

Tenho uma certa obsessão: gosto de surpreender sempre! Apesar de tudo ser feito tecnicamente, o resultado só se enxerga na hora. Pra mim quando está no ponto é quando eu sinto que as pessoas vão chegar e falar "ÓÓÓÓÓh!", o resto é marketing. Brincadeirinha, o que me motiva e me faz feliz é ver a felicidade do público na festa. Esse é o meu combustível desde sempre. Não costumamos falar tudo de uma vez... "We do it in drops"... Faz parte do show. Para os que quiserem saber em primeira mão, cadastrem-se no nosso site www.xdemente.com e receberão as informações via e-mail.


CC - QUER DAR UM RECADO PROS LEITORES DO SITE?

Essa pergunta é uma passada de bola tão grande que nem sei direito como responder.
O que me vem a cabeça agora é o que eu já disse antes: "Idéias" SEM ATITUDE são só idéias! Viemos ao mundo para sermos felizes, seja lá como for, mais sem esquecer o respeito... às vezes, temos que tolerar certos limites. Os limites mudam de tempos em tempos. Cabe a quem quiser, meter o pé na porta! E assim o mundo muda e gira.
Aproveitando a data: felicidades, atitudes e amor para todos!

18.12.04

DJ Alyson Calagna

DJ Alyson Calagna

Pela primeira vez no Brasil, convidada pelo produtor Orlando Capaluto: Alyson Calagna.

SUA CARREIRA

A paixão pela música começou bem cedo na vida de Alyson Calagna. Ela viveu parte da sua infância em Aberdeen, Escócia, quando embarcou inicialmente no mundo da "house music". O house music despertou algo, que a seduziu desde o primeiro contato com a música.

Quando completou 16 anos de idade, já vivendo em Lafayette, Louisiana, tiveram início suas chamadas para as pick-ups. Em pouco tempo, popularmente conhecida no meio da house music naquela cidade, tornava-se residente do Images Nightclub. Foi nessa época, que desenvolveu seu estilo pessoal no segmento da house music.

Em 1988, obteve o segundo lugar no Spin Off da DDK em Atlanta e acabou ganhando um assento na comissão de Bares e Clubs de Orlando.

Em Abril de 1999, foi à primeira colocada no Spin Off da WPOW 96.5 em Miami. O prêmio foi uma posição semanal no show de Radio chamado Hot Mix DJ, onde trabalhou com diversos DJ´s residentes de casas noturnas de Miami. Em seguida, decidiu voltar para Nova Orleans, sua cidade natal, onde fechou como residente no Club 735.

Depois de 1 ano no Club 735, a fama começou a espalhar pelo mundo do house music. Como resultado Alyson começava a receber convites de diversas casas noturnas da Costa Oeste. Isso era apenas o começo dessa carreira que a tornou um ícone da House Music.

As pistas que tremeram com Alyson incluem:

SALVATION (South Beach)
Eagle (Pittsburgh)
Fusion (Atlanta)
Crowbar (South Beach)
Heaven (Orlando)
Velvet Nation (WDC)
D.C.J Release (San Francisco)
Level (South Beach)
Mardi Gras (Nova Orleans)
White Party (Miami)
Gay Days at Disney (Orlando)
Blue Ball (Philadelphia)
Unity (Toronto)
Seattle Pride (Seattle)

Alyson também participou de circuitos tradicionais dos grandes eventos, tais como: Change of Seasons em Atlanta, Mascarado em Minesota, Decadence e Halloween em Nova Orleans e a mais tradicional das Festas White Party em Miami.

Alyson é atualmente muito cotado no Billboard e foi votada Up and Comming DJ para 2002 pela Circuit Party Insanity.

Sua reputação nas pistas é inquestionável. Suas técnicas de mixagem e looping são inigualáveis, criando um estilo muito pessoal. Ela também tem uma grande intuição, que a leva conectar-se com a pista e a atmosfera total as margens da pista. Tudo isso, numa mistura da destreza nas pick-ups e sutilezas nas dicas da iluminação.

De uma batida sexy e global até ritmos latinos picantes, esta famosa DJ continua galgando posições de destaque no circuito da House Music. Por onde passa deixa marcas inesquecíveis.

Alyson Calagna é atração da festa White Party, que rola da The Place, no dia 01|01|05.

Seu set merece atenção!


2.12.04

OUTONO EM NY

CONEXÃO N.Y.
Paulo Grillo


Outono em Nova York




Nova York é mesmo a cidade para quem gosta de moda. Em parte porque é uma metrópole, com todas as relações complexas de uma cidade assim, mas também por causa de seu clima. Aqui as estações do ano são bem definidas, de modo que vc vai ter que adaptar o guarda-roupa à época do ano. Não é como no Rio, quando você tirou a sua camisa regata da gaveta num dia de inverno.

Aqui estamos no outono, que é a preparação para o inverno. Em setembro, o calor que fazia começou a dissipar e é interessante porque sabemos que pelo menos nos próximos seis meses não vai haver sequer um dia como os de julho. As roupas do verão vão ficar intactas no armário, e todo mundo vai sair pra comprar um casaco novo, ou um cachecol diferente. É uma lógica que determina uma noção diferente para o sentido da moda, das coleções outono/inverno; primavera/verão - coisa que a gente não entende muito bem se não tem a experiência de viver as quatro estações em um país de clima temperado.

Em Nova York, alem dessa noção de "troca sazonal de guarda-roupa" a gente soma um pouco da sofisticação do povo. A lógica da moda no Rio segue o esquema do clima tropical, corpos malhados, corpos em evidência, decotes, cavados, sunga, biquini, em qualquer momento, em qualquer lugar. A classe média de Nova York no verão passeia nessa área dos decotes (em qualquer dos gêneros), mas no outono/inverno o povo se transveste no vintage, que é uma moda baseada naquilo que parece antigo, surrado, meio velhinho, mas que, não se engane, bem combinado é um charme só. A cara de Nova York no outono.

Um dos pontos altos do vintage são os suéteres em tons pastéis/escuros, combinados com uma camisa quadriculada de botão por baixo, que você só vê a gola, que fica pra fora. Os suéteres geralmente são de linha e se estiver frio, por cima disso tudo vai um casaco de botão, aqueles de lã dura, e talvez um cachecol, que pode ser usado de cinquenta maneiras diferentes.

Aqui há que se tomar alguns cuidados na escolha do figurino, porque não vai ser como no Rio que com a roupa que você saiu, você vai ficar. Antes de escolher a roupa, pensamos no indoor e no outdoor. Aquela jaqueta de couro linda que vc comprou, por exemplo, não vai ficar no seu corpo dentro de uma boate, por exemplo. Na rua, além dela, você vai estar usando um sueter, ou uma camisa de lã, porque vai estar muito frio. E dentro da boate, aquela quantidade de roupa vai te pesar demais. Pense então em estar bem vestido tanto outdoor, como indoor. Não jogue todas as suas fichas na jaqueta maravilhosa que comprou. Não pense que aquela blusa surradinha que botou por baixo não vai aparecer. E não se esqueça de sempre levar um dinheirinho extra para deixar suas tralhas no coat-check.

O cachecol é um acessório e tanto nessa época do ano. Outdoor você pode enrolá-lo no pescoço de modo que a sua garganta vai ficar protegida, porque nessa época do ano a gente fica bem mais resfriada. Dentro dos restaurantes, boates, você pode usá-lo jogadão, para combinar com seu cinto, sapato. Muita gente abusa da cor nos cachecóis, o que é super in, desde que não esteja vestido com cores berrantes. Aliás, se puder evitar as cores berrantes no outono/inverno, o faça. A iluminação é fraca, difusa, fazendo com que você não faça parte da paisagem fria, fica feio. Também não é que aqui todo mundo usa preto e só. Claro que não, a gente vê muitas cores, mas todas bem combinadas entre o claro e o escuro. As berrantes, nos acessórios. Como a tal pulseira amarela do Lance Armstrong, super na moda por aqui.

Como eu disse, o outono é apenas o ensaio do inverno, de modo que quando chegar dezembro e janeiro a lógica da moda vai ser ainda mais extrema. Pelas ruas eu já vi pessoas abusando dos pêlos e das botas meio esquimó. Mas como esse vai ser meu primeiro inverno por aqui, ainda não tenho respostas para dúvidas tipo se usamos essas botonas indoor, ou como funciona essa lógica do deixar a roupa no coat-check. Porque uma coisa eu sei: no inverno aqui, luva, gorro, botas, cachecóis, tudo isso é totalmente indispensável.

26.11.04

ENTREVISTA _ ROSANE AMARAL

POR TRÁS DA CENA _ rosane amaral
_ entrevista
_ Por João Felipe Toledo e Andre Garça

PARA O ALTO E AVANTE!


Rosane Amaral é conhecida pelo seu forte gênio, seu jeito durão e sem papas na língua... Mas de coração mole! Produzindo festas há bastante tempo no Rio, a produtora passou por várias fases. Seu início no meio underground foi marcado pelas Tea Dance/Discothecka que rolaram na Bunker e, surpreendentemente, abalaram a supremacia dos domingos na Le Boy por mais de um verão. Um belo dia, chegou na Bunker e a direção da casa tinha dado sua data (domingo) para outro produtor (Teo Alcantara). Foi um bafão! Mas Rosane logo fechou com a Mess (hoje, Sygno), ali ao lado. A cena em que sua door-drag distribuía flyers na porta da Bunker, deitada em cima de sua Blazer, é antológica. Confusões à parte, a produtora foi trabalhar na X-Demente, onde chegou a produzir a Together (X + TeaDance). Na mesma época tomou conta das Pool Parties no Clube Radar e bombou alguns after-hours pela cidade. A necessidade de ter sua própria festa fez nascer a R:evolution, que esse ano ganhou ares de festão, em duas edições de sucesso. Rosane Amaral não pára! Ao ser indagada sobre seu ritmo de trabalho ela sempre responde com a mesma cara de satisfação: "É o que eu faço melhor: festas!".

Confira o bate-papo que tivemos com a produtora:



[CC] Cite 3 momentos importantes que marcam sua carreira. Aquele acontecimento que mudou a direção de tudo, que deu outro gás, que lhe ensinou coisas...

O primeiro momento determinante de minha carreira foi a entrada no grupo JLC, um grupo de pessoas com uma criatividade fora do comum, que promovia festas temáticas no início da década de 90. Eles me fizeram entender o que era uma produção de verdade e me levaram para o mundo do teatro, do carnaval e, finalmente, para as festas eletrônicas. O segundo momento foi aquele que antecedeu minha primeira grande festa sozinha, pois senti na pele o que é ser responsável por toda uma equipe e ter contas no final para pagar. Ah, e o terceiro e melhor momento foi ver a minha primeira grande festa abarrotada de pessoas felizes, isso Credicard não paga meeeesmo!



[CC] Qual o conceito da sua festa, a R:evolution?

A R:evolution é uma festa que pretende atingir um dia todo tipo de público: "caretas", "gays", "modernos", todos convivendo em harmonia, pois o meu propósito é fazer da festa um momento sublime, onde todas as diferenças são esquecidas e tudo em que se pensa é a diversão. Enfim, uma grande confraternização, onde se tem ao mesmo tempo, boa música e uma decoração e iluminação que façam o público "viajar".



[CC] É a terceira edição da festa que acontece fora dos clubs. O que você acha que uma festa precisa para cair no gosto do público como acontecem com as ?label parties? como X-Demente e a BITCH?


Na minha concepção a harmonia dos fatores é responsável pelo sucesso da festa, ou seja, boa música, uma locação bacana, uma equipe de produção afinada e principalmente, um público fiel e animado.



[CC] Suas festas nos últimos anos foram marcadas pela presença da residente DJ Ana Paula. A R:evolution tem DJ residente no momento? E qual a importância em se ter um DJ residente?

Há algum tempo já estou revendo meu conceito de DJ residente, por isso, decidi inovar a cada edição da R:evolution dando oportunidade a novos talentos. Na verdade, foi isso que fiz há muitos anos atrás com a DJ Ana Paula e mais recentemente com o DJ Pedro Gaioto e com Rafael Calvente. Atualmente, aposto minhas fichas no DJ Bruno Rennó e também, com muito prazer, estou trazendo de volta a cena carioca o DJ Dudu Marquez. Além disso, a cada edição da R:evolution tenho trazido um DJ internacional inédito pro Rio de Janeiro, acho importante que o público fique antenado com as influências internacionais, assim foi com os DJ´s Tony Moran, Brett Heirichsen, Eric Cullenberg, DJ Tye, Orlando F e nesta edição, o residente da Allegria, Eddie Elias.



[CC] Na última edição da festa, o calor foi considerado um ponto negativo. O que te levou a escolher o galpão do MAM como locação para a festa e o que as pessoas podem esperar de upgrade para a edição do dia 27?

O Galpão do MAM é considerado um local nobre do Rio de Janeiro, bem localizado, de fácil acesso e onde já aconteceram excelentes eventos de música como o Free Jazz e o Tim Festival. O calor foi intenso sim mas isso ocorreu, primeiramente porque aquele sábado foi um dia de muito sol e especialmente quente. Além disso, o espaço estava realmente lotado, isso ninguém pode negar, não é? Para a edição do dia 27 o ambiente estará climatizado, as paredes de blindex foram totalmente retiradas, o que permitirá uma ampla circulação de ar e, além disso todas as falhas detectadas no dia 30 serão corrigidas, haverá mais caixas e mais bares. E, como a R:evolution a cada edição traz uma surpresa para o seu público, teremos um palco especial para o DJ, inédito no Rio, que sem dúvida surpreenderá o público.



[CC] O Rio é acusado constantemente de ter uma cena fraca. Quais fatores você citaria como responsáveis por essa má fama que a cena noturna carioca tem?

São vários os fatores. Num primeiro momento, é inevitável não se comparar o RJ a SP. Mas, a verdade é que sabemos que SP é uma cidade muito mais populosa, com mais investidores e sem a nossa praia! Sem dúvida as pessoas se jogam muito mais lá do que aqui. Além disso, infelizmente nossa prefeitura não incentiva a produção de festas de música eletrônica e ainda sofremos com a visão pouco lúcida e bastante radical do Ministério Público a respeito das drogas. Quem não se lembra da perseguição das "raves", do cancelamento da tão esperada Bunker Rave, enfim, os produtores sérios precisam se unir e fazer frente a esta visão deturpada das festas para que a cena noturna carioca possa se desenvolver de forma saudável.



[CC] Cite 3 coisas que não podem faltar numa festa para que ela seja perfeita?

Bom som, boa luz e decoração e um público fiel e animado!



[CC] Em relação aos clubs cariocas, qual DJ na sua opinião não anda deixando ninguém parado nas pistas? E aproveitando, qual é a melhor pista (club) carioca?


Em relação ao DJs, acredito que a cena carioca está bem servida. Temos diversos profissionais talentosos, cada um com um estilo próprio e um público alvo diferente, arrasando na sua pistinha. Acho que é bastante saudável sair na noite e poder escolher o que se quer escutar: house tribal, progressivo, eletro e por aí vai. Não há necessidade de citar nomes, já que como disse, cada DJ manda bem em sua vertente musical. Quanto aos clubes cariocas, é difícil responder... definitivamente acredito que as festas periódicas oferecem mais atrativos para o público do que qualquer casa noturna existente no Rio atualmente.



[CC] Quem faz a festa é o público, o produtor ou o DJ?

Sem dúvida, o público.


[CC] Qual o futuro da cena no Rio? Como você imagina o cenário em 5, 10 anos?
Atualmente no Rio há uma infinidade de festas acontecendo, festas para todas as tribos e preferências musicais. Na minha opinião, a tendência é que a concorrência no ramo de festas se intensifique ainda mais nos próximos anos, sobretudo em razão das pessoas considerarem que fazer festa é fácil e muito lucrativo. Mas, no final das contas, sabemos que apenas as festas boas conquistarão seu lugar no mercado, como numa espécie de seleção natural.



[CC] Quer dar um recado pros leitores? Falar alguma coisa? O momento é seu!

Queridos leitores, quero vê-los todos na R:evolution do próximo sábado, pois não existe nada na vida que me dê mais felicidade e realização do que vê-los se acabando na pista. Saibam que estou fazendo de tudo para proporcionar a vocês um momento único, uma festa especial com novidades e música de qualidade dentro de um ambiente de harmonia entre todas as tribos. Não se esqueçam de acessar nossa página www.revolutionparty.com.br para enviar suas sugestões, críticas construtivas, agradecimentos ou apenas para dizer um oi! Divirtam-se muito, muito obrigada pelo carinho e presença de todos nas edições anteriores e perdão pelas eventuais falhas.

9.11.04

POR QUE BUSH?

CONEXÃO N.Y.
Paulo Grillo

Por que Bush?



A reeleição de Bush filho aqui nos Estados Unidos não era o que o mundo esperava. Deu zebra, teve roubo, a pesquisa boca de urna deu Kerry - ninguém queria acreditar. Mas ele foi reeleito, e, dessa vez, sem qualquer margem de dúvida: ganhou pelo voto popular e pelos votos eleitorais.

Dá pra pensar que ninguém entendeu nada: tanto a história dos votos eleitorais vs. populares como sua própria reeleição. Afinal, foi ele quem deu o primeiro passo para a catástrofe que é o Iraque hoje. Ele mentiu, as armas de destruiçao em massa nunca apareceram. Há uma lista sem fim de argumentos que hoje qualquer um enumera pra fazer valer a opinião que não, ele não deveria ganhar um segundo mandato de presidente.

Mas a história aqui nos Estados Unidos é diferente. Como vimos na última quarta-feira, nada disso fez a menor diferença. Valeu mais foi o medo de que a América fosse mais uma vez atacada. A imagem do "xerife" foi fundamental para que ele ganhasse o passaporte de volta à Casa Branca.

Com o resultado, a gente percebe que os americanos votaram contaminados pelo medo. Pela necessidade do tal Commander-in-Chief. É essa a expressão que se usa aqui quando se fala do presidente. Foi o eco mais corriqueiro durante estes ultimos meses a suposta falta de habilidade de Kerry para ser um "comandante". Não quero entrar no mérito de que a habilidade fundamental do governante da maior potência do mundo deva ser o uso da força, mas, se o Kerry discordava disso - como parecia indicar -, o coitado foi obrigado a entrar na dança. Foi esse, talvez, seu maior erro.

Na campanha falou-se e falou-se do herói de guerra que foi o democrata no Vietnã. Que ele comandou jangadas. Que ele era sim um comandante. Que ele era a resposta para uma "América Mais Forte" (A Stronger America), o slogan de sua campanha. Kerry se disfarçou com o radicalismo de Bush. Ele precisava ganhar os votos do cinturão conservador do sul e meio-oeste do país.

Mas aí Bush contratacou, ora-bolas. Essa imagem de comandante que Kerry planejou vender esbarrou na sua figura real, no seu melhor: o discurso de que a guerra foi um erro, de que os Estados Unidos necessitam ter uma posição conciliatória com o resto do mundo - tudo aquilo que fora daqui toda a gente está cansada de falar. Kerry ficou na coluna do meio e assim virou o flip-flop. O barulho do chinelo. Flip, de um lado, flop, de outro. Esse era o apelidinho que os aliados de Bush fizeram pegar.

A proposta de Bush acabou colando: Kerry muda de idéia muito fácil. E numa situação de perigo, você confiaria num cara, assim, digamos, que não é firme?

As eleições aqui não passaram pela questão moral da declaração de uma guerra, não foi um cala-a-boca como resposta para o mais rápido fim de uma política que levou milhares de meninos americanos para a lembrança de suas mães. Foi medo. Foi a ilusão do individualismo. Não importa nada, senão que minha casa e a minha família não sejam atacadas.

Perfeito para Bush: faturou em cima de uma prepotência disfarçada de preemptive atack. Mal para um dos berços da democracia: na terra da liberdade, só homens como Bush tem crédito para ser presidente.

Agora são mais quatro anos.

"God Bless the America"


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Para matar a curiosidade:

O sistema eleitoral dos Estados Unidos funciona de maneira diferente em cada estado. A América leva a risca o sentido de república federativa. Cada estado tem seus próprios candidatos a presidência, seu tipo de cedula eleitoral, e mesmo a forma como qual os votos vão ser distribuídos.

As eleições nos EUA são diretas, mas também indiretas. Funciona da seguinte maneira: cada estado tem um número determinado de pontos eleitorais, que são calculados a partir do número de sua população. Por exemplo, Nova York, populoso, vale 34 pontos eleitorais, Alaska, vale 3.

O sistema para calcular os votos é conhecido como winner-takes-all. O candidato mais votado em um estado leva todos os seus pontos. Esses pontos servem para o seguinte: eles é que dão o direito dos candidatos indicarem delegados para o Colégio Eleitoral, que no fim vai decidir a eleição. Quem chega a 270 tem a maioria no Colégio Eleitoral e, portanto, eleito.

Nem sempre, entretanto, o que tem mais pontos é o que recebeu mais votos no geral. Imagine por exemplo que Kerry levou os pontos de New York, mas com uma margem de diferença pequena em relação a George Bush. Agora imagine uma situação em que mais de 90% das pessoas de NY votaram em Kerry. Sobre os pontos eleitorais ele permaneceria na mesma, pois não faz diferença ganhar de 51% ou 99%. Mas em relação a número de votos, a diferença é enorme.